quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Igreja esqueceu!

Eu pesnsei em começar esse artigo com uma declaração. No entanto, decidir começar meu texto com uma declaração.

Por causa da ação de um grupo extremista, os crentes estão com a mania de dizer que tem uma perseguição global ao cristianismo. Mas senhores, NUNCA DEIXOU DE TER! A única diferença, é que a Igreja moderna esqueceu, o que a Igreja primitiva deu a vida para não perder,

Isto posto, vou pontuar algumas coisas que considero vitais para a Igreja, que os crentes modernos esqueceram. E por esqueceram entenda-se também abandonaram. A Igreja brasileira esqueceu:

Em primeiro lugar, esquecemos da doutrina. Em alguma momento da história, a igreja moderna achou que tinha o direito de fazer livre interpretação das Escrituras. Além de ser esse ato de um narcisismo maligno, é uma erro histórico, uma detrupação do que lutero ensinou, haja visto que ele era militante em defesa do livre exame, que tinha como alvo a bíblia em lingua vernacula para que os crentes podessem ler e se livrar do peso das heresias papistas e não que qualquer um levantasse um papado para si.

Em segundo lugar, esquecemos da praxis. Enquanto os históricos continuam defendendo a boa ortodoxia, os modernos defendem a ortopraxia. O problema é que os dois grupos adoeceram. O primeiro criou um ortopraxia sintetica. Uma forma de conduta onde eles vivem um cristianismo insipto, incolor e inodoro. O segubdo grupo criou uma teologia sem base. Tentou construir uma casa na areia. E mesmo sabendo que o mestre usou esse exemplo como ilustração, continuou forçando a barra. A complicação se faz aqui. Os primeiros são tão pobres quanto os ultimos, e ainda pior, são pobres por que lembram da doutrina de Atos 2, mas esquecem do partir do pão de Lucas 24. 30,31. Uma coisa não existe sem a outra, mas  ortodoxia morta é coisa do adversário.

Em terceiro lugar, esquecemos do serviço. Muitas vezes a toalha enrolada na cintura é só uma parte da liturgia, e as vezes nem isso é.
Essa semana escutei da boca de uma irmã que foi barrada de entrar no templo sede de sua Igreja, por que é negra, pobre e mora na favela. Isso é o oposto do ensinamento do mestre. Quando vieram saber de Jesus por ordem do Batista, o mestre enfatizou os pobres como alvo da pregação. Além disso, nossos cultos que outrora eram mais fervorosos e ludicos, se tornaram um show. Culto feito para atrair pecadores e não para confronta-los. Igrejas que em nome do "atrair as multidões" perderam sua identidade doutrinaria e liturgica. Só uma frase em tom de desabafo: as pessoas não são justificativa abrir mão da doutrina.

Em quarto lugar, a Escritura. Ta preparado para ler o que vem agora?
Então lá vai. Quem foi o discipulo de Judas Iscariotes, filho da perdição, servo do decaido que disse pra um meia duzia de blasfemos que a graça anulou a lei? Que conversa é essa? Será que esse homens nunca pararam para pensar que o fim da lei, nos dois sentidos é Cristo? E que o fato dele ter cumprido a lei deixa claro que a lei não foi estabelecida por Deus para ser anulada pela Cruz? E isso é assim, o pior não é existir quem ensine e quem aprenda essas coisas. Mas é quem deixe a fé verdadeira para seguir esses hereges.

Tem mais. Por que paramos de gastar tempo com as Escrituras? Por que aceitamos esse fest food no pulpito? Quando Paulo chamou Timóteo na segunda carta, II Tm 4.2, que ele pregasse a palavra. Não foi pedido a ele que estudasse as Escrituras e dissesse o que ele achava, mas o que a Escritura achava. Esse é o imperativo. Pregue a palavra. Essa é uma boa hora de traduzir esquecer por abandonar.

Em quinto lugar, esquecemos o corpo e o sangue. Eu tenho 28 anos de idade. Não obstante, me atrevo a dizer que sou de uma época onde os pastores reservavam seu melhor terno para o dia da Santa Ceia. Hoje.....até pode ser Ceia, mas tem lugar que deixou de ser Santa faz tempo. Não tem boa música, a pregação que deveria ser sobre a obra de Cristo se tornou algo que não tem mais. Sei de Igrejas onde o Pastor ministra a Ceia de boné e regata. Lembrei-me do saudoso Dom Robinson Cavalcanti que certa feite me fez lembrar que a mesa nem era Batista nem era Anglicana, era do Senhor....

Em sexto lugar, por que se eu não terminar vai virar um livro, esquecemos da Cruz. Esquecemos da Cruz.

Sem palavras e com tristeza no coração,
Samuel Alves
O Pregador

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para que serve a doutrina?

Certa feita foi indagado por uma rapaz membro de uma Igreja histórica confessional. Ele me fez uma pergunta pertubadora: pra que serve a doutrina? Ela não utilidade para mim. Entendo seu choque! Mas vou expor os argumentos do rapaz e você verá que ele estava apenas sendo fruto de um contexto.

Primeiro argumento: eu amo Jesus e sei que ele me salvou. Mas qual a finalidade que tem eu ter que ouvir isso toda pascoa?

Segundo argumento: eu sei que a salvação pertense a Deus, mas por que eu tenho que sair sem resposta para meu sofrimento, só por que Deus é um cara monotemático?

Terceiro argumento: Deus ama minha família, mas onde está o problema de haver um culto onde o sermão fosse ministrado para a família e sua manutenção a luz da Escritura?

Quarto argumento: Por que eu tenho que ouvir um sermão sem lagrima e sem paixão só por que meu pastor tem tendência calvinista?

Por que? Por que?  Por que?

Se você já leu tanto quanto eu, e olha que foi bastante, sobre pregação e teologia pastoral, deve ter percebido que o problema não estar no jovem rapaz. Não tinha nada de errado com ele. Se você ja leu Eu creio na pregação, de John Stott, você percebu que este pastor precisa aprender a fazer pontes das verdades antigas para o ouvinte moderno. Se já leu pregação expositiva, de Hernandes Dias Lopes, percebe que esse pregador não sabe fazer aplicação das verdades que prega.

Em algums pontos, me premita corrigir os erros desse irmão baseado no tanto que já li sobre o assunto, e o que eu vivo em nossa Igreja.

Primeiro,  as doutrinas biblicas, todas elas, tem aplicação pratica para nossa vida.
A finalidade da doutrina é justamente fornecer base e orientação para a nossa conduta. Quando nossa conduta não vai bem, é por que nós ou não estamos aprendendo a doutrina ou não estamos praticando o que aprendemos.

Segundo, se o rebanho não sabe aplicar a doutrina a vida, isso já é culpa do pastor.
Vamos partir de duas primicias. Primeiro, precisamos entender que o carro chefe do pastorio é o pulpito. Ou seja, pastor que não gosta de pregar se perdeu no meio do caminho. Segundo, é função do pastor aplicar as verdades biblicas para os crentes. Não sou católico! Eu creio no sacerdocio universal de todos os crentes. Mas Cristo deu uns para pastores. Ef. 4.11. E é função deles aplicar as doutrinas na vida pratica dos crentes.

Muitos pastores historicos, principalmente os que tem postura reformada, como eu, ou tendência para o pensamento calvinista, estão desenvolvendo dureza e infelxibilidade. Tem muita luz na cabeça, mas falta amor no coração. Lembro de uma certa feita onde eu e uma pastor Presbiteriano, amigo de longas datas, tivemos que dar um prensa em um seminarista de linha reforma, por que o muleque, perdeoem a o termo, chegou a afirma a uma irmã de segmento pentecostal que o fato dela crer na contemporaneidade dos dons era uma afronta a Deus, e que num culto onde a manifestação carismática é atuação satanica.

Meus amados, aos que me conhecem, sabem que minha intenção não era boa. Mas o eleito que estava comigo, conseguiu me acalmar. Por sorte, conseguimos fazer esse irmão calar a boca. Mas infelizmente ele continuou a fazer fogo de monturo na Igreja e depois caiu da graça.

Terceiro, está sobrando mestres e faltando pastores. 
Nossos seminatristas são otimos no ensino, pensam eles, mas execráveis no trato com as ovelhas. Esquecem que muitas vezes nós pastores temos que chorar com um irmão pecador que traiu a esposa, mas não quer perder a família. Ou chorar junto com um casal que acaba de perder o seu primeiro filhinho....

Quarto, em minha face mais xiita, acredito que esses não tiveram sua vocação manifesta e outros tais nem vovacionados são. Apenas falam bem e sabem articular respostas.

Crendo que não encerrei o assunto, mas que já falei bastante, fiquemos por aqui. Que o altissimo continue a dar patores a Igreja segundo o seu coração, por que tem um monte de pistolão colocando engodo. Nossa esperança é que Cristo vai por o joio no fogo.

No Nazareno,
Samuel Alves
O Pregador.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nos ombros de um gigante

Conversando um dia com um velho professeor, ele me disse a seguinte frase: você tem até o direito de não ser calvinista, mas nunca poderá entender a reforma sem estudar Calvino, e dificilmente terá um entendimento profundo, teoricamente falando, da glória de Deus, se decidir não ler os seus escritos.

Depois que eu entendi que por teoricamente ele se referia a embasamento, ou exposição do assunto, acabei subscrevendo essa afirmação. Isso pode gerar na sua cabeça a seguinte indagação: um Batista que defende Calvino? Sim! Primeiro que defender, melhor estudar Calvino, não quer dizer que alguém seja calvinista. Segundo, ainda que um Batista de berço, como é meu caso, seja calvinista, ele está apenas retornando ao seu "estado original".

Mas seu eu sou calvinista ou não, vou deixar por conta de suas expeculações. No entanto, quero fazer algumas considerações em defesa do reformador genebrino.

Primeiro, Calvino era um homem de fisíco limitado, mas de uma mente ilimitada. Foi ele que, em Genebra, conseguiu muitas vitórias nos campos social, religioso e juridico. Sua mente foi colocada, por ele mesmo, a disposição da glória de Deus, de modo que em todas as areas onde ele foi chamado para trabalhar, ele foi uma benção para as pessoas e um arauto da glória de Deus.

Segundo, foi a mente desse homem que enriqueceu a igreja ocidental do sec. XVI. Não só as Institutas, mas todos os seus textos, suas cartas, comentarios bíblicos e todo o que ele produziu para a Igreja e em prol da telogia foi uma contribuição espetacular para a Igreja.

Terceiro, as Institutas, sua magna opus, foi produzida para glorificação do reino e não de seu nome. É de conhecimento de poucos que quando Calvino escreveu as Institutas, sua intenção era o fortalecimento dos seus conterraneos que tinha se covertido a fé reformada, mas não tinha o devido conhecimento sobre a fé biblica. E também ajudar esses santos fortalecendo sua fé por meio desta obra.

Quarto, foi o grande teologo da reforma, mas como os outros não queria um cisma e sim uma reforma. Escrevendo para algum de seus correspondentes, ele afirmou que se preciso nadaria sete mares para unificar a igreja. Deixando claro, pelo menos para esse leitor da história, que o seu alvo era mesmo fazer a vontade de Deus e viver para a sua poderosa glória.

Quinto, Calvino foi o advogado de nossa herança. Sem sombra de duvida, os nossos pais avivalistas, pregadores da palavra de Deus, aprenderam com Calvino. Ele quem foi o grande exegeta da Igreja ocidental. Acredito que sem a contribuição de Calvino a igreja teria perdido muito, assim como creio que ela perde quando decide não respeitar a herança que nos foi deixada por esse santo servo de Deus.

Isto posto, algumas coisa retiramos de lição da vida de Calvino e de seu ministério para a busca de uma teologia pastoral realmente biblica.

» Precisamos viver, estudar, pregar e trabalhar para a glória de Deus.
» Devemos buscar a glória de Deus como alvo de nossa vida. A ponto de nossa teologia ser um desdobramento de nossa vida.
» Temos que dedicar tempo e trabalho para o estudo das Ecrituras.
» Cristo e os Apóstolos devem ser nossos guias na tarefa de purificar e reformar a Igreja.
» Precisamos cuidar da cidade por meio do pulpito, e das pessoas por meio do amor cristão. Isso é, ver o evangelho integral de Cristo.

Que o altissímo nos ajude na tarefa de reformarmos a Igreja brasileira em sua forma e essência, para que o reino de Deus seja engrandecido atraves de um igreja biblica e pura, que tenha luz na mente, mas também fogo no coração. Uma igreja que tenha uma vida pura, um clero pura e uma teologia pura para a glória de Deus.

No Nazareno,
Samuel Alves,
O Pregador.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Por que e mais algumas coisas

Vamos começar devagarzinho, mas com força. Sou Batista de nascimento, educação, batismo, formação e convicção. No entanto uso gola clerical, peitoral, sendo uma cruz latina ou celta, e sempre que o momento deixa, toga genebrina também. Quando fui certa vez criticado por isso, decidir refletir se meu desejo consciente não era uma resquício de catolicismo romano no meu coração.

Foi quando percebi duas coisas:
Primeiro, NUNCA FOI CATÓLICO ROMANO.
Segundo, a minha geração é extremamente simbolista.

Depois de me lembrar desses detalhes continuei minha reflexão, orientação que recebi de um velhinho que apesar de não ser sacerdote me deu um conselho que aplico ao exercício de minha chamada ao sagrado ministério. "quando sua reflexão chegar a um lugar, reflita mais. Você pode estar errado". Partindo dessa orientação, cheguei a outra conclusão e essa teve respaldo histórico.

O Evangelicalismo americano que evangelizou o Brasil, e louvado seja Deus por isso, tirou de nós aquilo que já tínhamos pouco. Deixe-me lembrar que quando os protestantes chegaram no Brasil e conseguiram seu espaço receberam muitas ordens e uma delas era referente a aparência dos templos que não poderiam ter sino e nem aparência de templo. Em um momento, não se sabe ao certo onde, a falta de simbolos plenamente cristãos, de respeito a liturgia se tornou uma marca do evangelicalismo brasileiro, de modo que um pastor pode usar um terno carissimo, mas não uma alva ou toga. Tornando portanto essa circunstancia uma marca distintiva do evangelho, qiando na verdade não era isso.

Não quero convecer ninguem a começar a usar, mas acredito que essa falta de endentidade historica tem atrapalhado muitas areas da igreja. Isto posto, quero listar alguns pontos que acredito serem a razão disso.

Primeiro, falta de conhecimento da História da Igreja.
Lembro de amigo de seminário, que fez sua monografia de conclusão de curso sobre os Batostas e a fé reformada. Quando ele aplicou sua pesquisa para saber se entre os Batistas alguns dos pastores concordava com os cinco pontos do calvinismo, teve pastor que nem sabia o que era isso. Tudo bem não ser calvinista, mas daí não saber desse tipo de coisa é demais. Quando falei sobre estudar a História da reforma teve um pastor que disse a mim que não tinha muito a ser estudado sobre isso.....

Segundo, falta de conhecimento sobre a história da igreja. Como um pastor sobe no pulpito de uma Igreja Batista, sem saber pelo menos quem foi Charles Spurgeon? Como um pastor sobe em um pulpito Congregacional sem saber quem foi Jonathan Edwards? Isso só para ilustrar. Homens que não conhecem o por que de seus comportamentos, e acabam transformando em doutrina o que é comportamento e não ensinamento.

Terceiro, falta de visão missionária. O deus deles é o proprio ventre. Eles acham que a construção de um templo é mais importante do que a mamtençãos dos obreiros no campo missionário. Investem tudo neles proprios e quando a obra pede eles ignoram. Servem a Mamom!

Quarto, falta de conhecimento da sã doutrina. Eu sei que minha geração é analfabeta das Escrituras, mas elas são por que seus pastores são. Sei que ainda existem homens que,  mesmo sem dominio de linguas bíblicas, eu sou um deles, gastam seu dinheiro em bons comentários e leem o dobro para compensar sua deficiência. Mas a maioria são homens pseudo intelectuais pregadores de sermão de internet. Não gastam tempo para fazer um bom sermão. Não se reciclam, não se tratam. Bem vestidos no corpo, mas despreparados no coração e na mente.

Quinto, falta vocação miniterial. Eu tenho 28 anos de idade. Prego desde os 16, e toda vez que eu revelo que quero ser pastor de tempo integral, das coisas mais educadas que escuto é : "tens coragem". Somos um grupo desacreditado! Por que? Tem não vocacionado colocando "morte na panela". Sermões bonitos de ouvir, mas sofríveis. Como diz o Rev. Hernandes Dias Lopes, alimentando o rebanho com sopa rala. Oram pouco! Gritam demais! Ensinam pouco! Enganam demais! Servem pouco, mas cobram muito. Filhos da serpente! Distorcem a verdade levando homens a pecar.

Tem solução? Tem!
Qual? Um poderoso avivamento.
Como?
Primeiro, nós oramos.! Avivamento não se começa nem se constroe, se pede. Avivamento vem de cima, Deus é quem executa na terra. Não é fabricado aqui. Tem origem divina. Se pedirmos ele manda. No mesmo, Brasil só um avivamento para da jeito.
Segundo, nós agimos. Quer ver um avivamento começar, coloque um homem em chamas no pupilto, e as pessoas virão ver o fenomêno, e o Espírito santo vai fazer o resto.

Em Cristo,
Samuel Alves
O Pregador

PS.: desculpem algum erro, estou usando aparelho móvel.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Respondeu, porém, Micaías:...

" Respondeu, porém Micaías: Tão certo quanto vive o Senhor, o que meu Deus me disser isso falarei."
Esses dias, duas coisas vieram a minha mente enquanto colocava alguns compromissos de Pregações e palestras em minha agenda. Quando percebi duas coisa: minha leitura anual vai terminar com deficit e faz pelo menos um mês e meio que eu não post nada.

De lá pra cá muita gente nasceu, muitos morreram, inauguraram o templo de salomão, que na verdade é igual ao de Herodes mas é da IURD. Em fim, muita água passou de baixo da ponte. Mas os problemas continuam os mesmos e só aumentam exponencialmente. Pensando no que abordaria lembrei do velho desafio da atividade da Poimênica, ou da atividade Pastoral. 

Para isso quero expor aquilo que é fruto de minhas meditações. Esses dias, meditando no segundo livro da Crônicas, me deparei com a morte de Acabe depois de uma tentativa de aliança com Josafá, que trouxe para este castigo da parte de Deus. Mas quero falar de um homem, que a primeira analise é um homem comum, mas faz aquilo que está em falta nos nossos dias, na vida daqueles que não poderia estar.

No v. 4, Josafá chama Acabe a Ouvir a palavra do Senhor. Os profetas, 400 homens, v. 5 dão uma palavra favorável a investida militar que Acabe havia planejado. Por algum motivo, que não fica claro no texto, Josafá pergunta se não há ali um profeta de Deus para ser consultado v 6. Acabe fala que esse homem nunca dá um parecer positivo a ele. Exortado por Josafá, ele manda chamar Micaías v 7. Acabe recebe uma palavra falsa por parte de Zedequias v 10. Nos vs 12 e 13, O mensageiro o incita a fazer o que os demais estão fazendo. Diz ele: a uma voz...predizem o exito. Fala o que é bom.

Aqui começa nossa reflexão.
Quero destacar três coisas sobre Micaías que extrair e apliquei a minha vida:

1- Ele tinha Intimidade com Deus. v 13 ...o que o meu Deus...

Micaías não estava comprometido com as loucuras do rei, não por que era um esquerdista revolucionário que se converteu ao cristianismo e quer revolucionar fazendo diferente. Não! Ele não ia falar o que o rei queria ouvir por que a turba estava fazendo isso. Ele ia falar por que o Senhor era o seu Deus. Quando Moisés proferiu o Shemá Israel, esse era o pensamento que o Espírito tinha soprado em seu coração, o Senhor vosso Deus é o único Senhor. Micaías vivia isso. Ele não disse a acabe algo favorável por que ele sabia que não era isso que o seu Deus estava dizendo, apesar de todos estarem dizendo isso. Micaías tinha um Deus. 

2- Ele tinha Dependência de Deus. v 13 ...o que o meu Deus disser, isso falarei.
Micaías não falou o que o rei queria por que era bom teólogo e não queria dar um tustão de seu conhecimento. Ele não falou o que o rei queria que ele falasse por que ele dependia do Rei. Ele precisava de Deus para poder falar o que Deus queria que ele falasse. Ele não falava baseado em sua autoridade, mas na autoridade de Deus. Ele era um profeta e como tal só falava o que Deus o autorizava a falar. D. Martin Lloyd-Jones escrevendo a introdução de seu comentário do sermão do monte, ele diz que só pode entregar uma mensagem de Deus, quem tem uma mensagem de Deus. Ele dependia de Deus.

3- Ele tinha Fidelidade à Deus. v 13 ... tão certo quanto vive o Senhor, o que o meu Deus disser, isso falarei.
A fala de Micaías deixa claro ao mais simples dos leitores que ele estava disposto a falar a palavra de Deus esta sendo agradável ao rei ou não. Foi a fidelidade que o livrou de dizer o que todo mundo estava dizendo, já que ele mesmo viu que aquele ato era a operação de um espírito mentiroso v 21. Foi fidelidade a Deus que fez com que ele tivesse compromisso de só falar a palavra de Deus. Os homens que estavam dizendo a Acabe que ele teria vitória a palavra, mas não era a palavra de Deus. Ele foi fiel a Deus e a sua palavra.

Escrevi este artigo ouvindo vários sermões pregado por dois tipos de homens. Os que pregam sobre a palavra de Deus, e os que pregam a palavra de Deus. Ao mesmo tempo, enquanto ouvia os que pregam sobre a palavra, em vez de pregarem a palavra, fiquei pensando em alguns amigos preadores da palavra de Deus, que nunca vão ter um programa de televisão, mesmo merecendo ser ouvido por todos devido ao seu fervor e fidelidade ao texto sagrado. Que talvez nunca escrevam um livro ou sejam professores das melhores universidades. Mas sei que são homens mais honrados que eu, e do que muitos dos que estão na midia como caciques de uma religião, transformando o cristianismo em seita.

Pensei neles, não por que sejam infieis mas no desejo de que Deus os conserve, ou melhor, nos conserve fieis ao proposito de glorificar seu santo nome através da exposição da santa e poderosa palavra de Deus.

Em Cristo: 
Samuel Alves 
O Pregador

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ainda sobre a Igreja

Depois de tanto tempo sem postar nada, olha nós aqui de volta,outra vez, de novo novamente, como dizia seu Atonhin, marido de dona Siforoza, povo lá Xicuru. Kkkkkk Mas excuindo a brincadeira, minha preocupação continua a mesma. Dexei de escrever primeiro por que estava lendo, segundo por que estava de mudança. Já estabelecido em minha nova casa estou retornando ao bom habito da escrita.

Mas minha preocupação continua a mesma. A Igreja ainda trilha o caminho da incoerência. Vi agora durante a copa, varios dos pastores que chamam os músicos de "levitas", e dizer que se não for levita não sobe no "altar", colocarem neste mesmo altar um telão para assistir o jogo dentro do santuário. Espero que eles tenham feito isso no dia que o Brasil perdeu de 7 para Alemanha. Mas ainda perceba a incoerência. O santuário é lugar da adoração a Deus. Presume-se que é o lugar somente da adoração e nada mais.

Continuam tendo a visão errada da Igreja e de suas dependencias físicas. Continuamos a viver um paganismo disfarçado de verdadeira fé como se nossa vida cristã fosse uma forma loca de viver onde eu coloco o nome gospel em tudo e a partir disso posso fazer o que eu quizer. A mesma filosofia do sujeito que dizia: só sou crente dentro da Igreja. Teve o nome de gospel eu posso fazer. Loucura!

Minha orientação ainda continua sendo a de que esses lideres e pastores precisam voltar a aprender com a Bíblia o que é a Igreja. Temos no Brasil uma falta absurda de conhecimanto verdadeiramente teológico. Achamos que tudo o que alguém diz em nome de Deus ou da Igreja deve ser conciderado teologia. Mas na verdade, Teologia, a ciência, tem implicita nela um fato que não se pode negar: a verdadeira Teologia se desenvolve a partir e não a parte, das Escrituras.

Eis um assusnto que me tem exigido mais tempo. Eu queria poder ter uma bolsa de estudo para poder me dedicar a estudar somente esse assunto. Nada tem me dado mais alegria do que ver a ação de Deus se manifestando atraves de Igreja de Cristo, quando a mesma entende o que isso significa.

Espero que o bom Deus ainda se manifeste com sua poderosa misericordia sobre a Igreja brasileira. Do contrario....

Em Cristo,
Samuel Alves, O Pregador

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Senhor teu Deus, o único Senhor

Esses dias estou completando a leitura do livro de Êxodo. Como todo bom crente, acredito que seja importante a leitura das Escrituras como uma disciplina espiritual. Não uma leitura litúrgica com dia marcado, mas uma leitura constante.

Como é de costume, o meu amigo sono, que quando vem me ajuda muito, mas quando não vem, sempre chega na hora errada, ocupei meu tempo para me divertir. Decidi então assistir filme, que é coisa que eu faço com muita frequência, pelo menos uma vez a cada bimestre dois ou três filmes. Hoje fui pelos caminhos da mitologia grega e assisti Fúria de Titãs.

Sua pergunta deve ser, o que é que o livro do Êxodo tem haver com a mitologia grega? Segundo os liberais, alguma coisa. Na realidade, nada. No entanto, de onde você acha que surgiu a nossa forma ocidental de ver Deus? Exatamente! Nós temos, de forma empírica, a noção grega de culto e de adoração. Nossa forma de ver a existência de um Deus é bem parecida com o que os gregos viam e pensavam. Desculpem-me os incautos, mas o Deus da Escritura não é um mito.

Jeová não foi criado pelo desejo de querer explicar fatos de origem desconhecida. Note bem, a descoberta de que os trovões são o choque térmico das nuvens, afetaria muito o caráter de Thor. Mas não afeta o caráter de nosso Deus. Para desenrolar o assunto, é de extrema importância ressaltar que o desenvolvimento tecnológico só deixa mais patente à existência de um Deus. Nos nossos dias em que o mundo tem assistido um altíssimo nível de divorcio por causa do Facebook, as famílias que temem a Deus continuam solidas e sendo exemplo de saúde emocional e social.

Voltando a questão da divindade, os deuses gregos, segundo reza a lenda, apareciam quando eram chamados por meio de preces. Entretanto, Jeová foi quem se deu a conhecer. Fala conosco sim, e nos responde quando lhe pedimos auxilio. Todavia foi ele quem começou a relação. Gn. 1,1 deixa claro para nós que a iniciativa foi toda dele, não só em nos fazer, mas em se relacionar conosco.


Não tenho intenção de escrever um post que venha a ser um resumo de Teleologia. Mas acredito que precisamos estudar mais sobre o ser de Deus para que não incorramos no erro de louvar a um Deus, digno de TODO louvor, como se ele fosse apenas um ajudante, um canal e não o fim de todas as coisas, inclusive a razão de nossa existência.

SOLI DEO GLORIA!!!

Samuel Alves
O Pregador