Lendo o livro Teologia dos Reformadores, achei uma descrição, e creio que dá pra construir uma analise histórico-teológica do que vem a ser o que se chama de "fé evangélica" no Brasil.
"A sede de Deus às vezes em padrões bizarros de espiritualidade: zurrar na missa em homenagem ao jumento que Maria montou, tatuar o nome de Jesus no peito, sobre o coração, venerar hóstias sangrentas".
Me fale a verdade: o que você está vendo em quanto ler isso? Ou melhor, que imagem vem a sua mente enquanto você ler isto? Se você disser Igreja Brasileira acertou na mosca. Qualquer semelhança não é mera coincidência. A Igreja brasileira retornou a essas práticas tipicas do catolicismo medieval. Se bem que debatendo um pouco sobre os efeitos da reforma no Brasil, concordei com um amigo quando ele disse que é bem capaz de o Brasil nunca ter deixado de fato esse tipo de conduta.
Tive a sensação de estar lendo um texto muito antigo, mas na verdade esse livro de T. George tem exatamente 25 anos. Não foi escrito na época da Reforma, nem foi escrito agora. Mas descreve de uma maneira absurda o que está acontecendo na Igreja Brasileira. Ninguém zurra imitando jumento, mais ruge como leão. Ninguém venera hóstia sangrenta, mas vai atrás da rosa ungida. E o que mais posso dizer, fizemos de Jerusalém o que os romanos faziam de Roma na idade media e o que os muçulmanos fazem de Meca. Não se deixe enganar. A coisa não mudou.
E tanto não mudou que nós rejeitamos o somente Cristo da reforma e retornamos a um papado Romano. A diferença é que os Papas romanos dizem ter sucessão apostólica. Os Papas atuais se denominam apóstolos e mais alguma coisa. Tem seus reinados, e não são denunciados por que, a exemplo dos Papas, estes homens são "representantes de 'Deus'". Estes mesmo, já que temos que profetizar contra tais práticas, rejeitam a carta de Paulo aos Gálatas, e trazem um evangelho prezo aos padrões judaizantes.
Mas vamos entender o problema teológico por trás disso. No fundo essa ideia de amar e defender Israel não é uma ideia nova que vem de uma mente iluminada por uma "nova" unção, mas a mesma ideia medieval de que quem protege Jerusalém está Salvo. Não é outra coisa se não uma tentativa de barganhar a salvação, esquecendo eles que a salvação é pela graça por meio da fé somente. Não se barganha com Deus. Não se pode comprar a salvação.
Em fim, não me estenderei mais do que isso por que minha intenção é simplesmente fazer lembrar desses detalhes de nossa fé. Quero concluir do jeito que comecei citando mais um trecho do livro que conclui esse pensamento e deixa claro o por que necessitamos de uma reforma.
" A maior realização da Reforma foi ter sido capaz de de redefinir essas ansiedades sob o aspecto de novas certezas, ou melhor, velhas certezas redescobertas".
Que os nossos corações possam ser impactados com uma nova redescoberta do velho Evangelho.
Sola Scriptura!!!
Samuel Alves,
O Pregador
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Necessidade de Avivamento
Amados, aproveitei o fato de está on line em uma hora e dia que normalmente estou lendo, para fazer uso proveitoso do meu precioso tempo. Ouvindo as noticias percebo que dois problemas que estão acontecendo no Brasil. O Estado vergonhoso de nossa política e de nossas leis, e de maior e gigantesco problema a apostasia dos Sacerdotes e o analfabetismo Bíblico dos crentes. O que fazer, dizer ou esperar?
Pensando nisso me lembrei de um sermão que preguei no seminário, em 2006, se não me falhe a memoria no segundo semestre. O texto foi esse: Habacuque 1. 1-4
1 - O PESO que viu o profeta Habacuque.
2 - Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
3 - Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.
4 - Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
O que falar quando vemos uma suprema corte que rever seus conceitos depois de uma acurada investigação e depois de um profundo Julgamento. Como podemos analisar isso. Fica até difícil de produzir um bom texto em cima de tal assunto sem ter que se policiar para não perder o controle e começar a colocar a culpa nos partidos políticos e nos Magistrados do Supremo Tribunal. Mas existe algo que me impede de fazer isso. Esse problema não é só falta de Ética é falta de Deus.
Enquanto vemos o Brasil se perder em seus amores por Futebol e por música de péssima qualidade, vemos a Igreja se perder ouvindo, também péssima música, e se alimentando de um péssimo alimento. enquanto a corrupção governa o Pais, nos púlpitos encontramos homens hipnotizados com seu próprio umbigo, alimentados de sermões vindos da mente de seus lideres. Por outro lado Igrejas extremamente instruídas, mas onde não há nem fervor do Espírito nem Amor pelos perdidos.
E no me venha que essa história de "menino amarelo" dizendo que estou sendo infantil. Quando a Inglaterra estava morrendo espiritualmente, foi através da oração constante e pregação Bíblica que esses homens trouxeram de volta os bons costumes para a população desse pais. A história deixa claro, e em parte o Brasil está vendo isso, quando a Igreja se levanta coesa a coisa muda também do âmbito político e ético.
Foi clamando que o desespero de Habacuque se transformou em uma oração esperançosa.
Habacuque 3:1-2
1 - ORAÇÃO do profeta Habacuque sob a forma de canto.
2 - Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.
Não tem para onde correr! Não há outra saída! Ou Deus Aviva a Igreja Brasileira, e faz ela volta para a Escritura, ou ele volta, por que outra forma não tem como. Neste momento eu oro pelos dois por que não acredito que haja mais nenhuma saída. Outra coisa não serve por que outra coisa não vai funcionar. Como não podemos produzir avivamento só orar por ele e neste caso orar com lagrimas.
De vosso co-servo
Samuel Alves
O Pregador
SOLI DEO GLORIA
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Pensamentos
Tive a alegria de estar ministrando ontem na igreja onde meus pais iniciaram sua carreira na fé. O tema que me foi dado pela igreja para explanar foi pesado e polemico do jeitinho que eu gosto. Durante a exposição tive um fleche em minha memoria pareceu mais uma loucura, mas confirmou o que está em mim por que faz parte de mim: tem, de fato, alguma coisa errada.
Dom Robinson Cavalcanti (in memoria) escrevendo, um dia disse que minha geração não tinha heróis. Foi criticado pelos medíocres e aplaudido pelos sábios. Algum tempo depois começamos a conhecer homens sérios que nunca desistiram da palavra de Deus nem de lutar contra as falsas doutrinas. Hoje, passados uns 6 anos, descobri o que de fato está acontecendo: minha geração não tem heróis por que não quer heróis.
Na verdade afirma que minha geração não que heróis é muito exagero. Entretanto, os heróis que minha geração quer são os indivíduos mais medíocres que existem. São nacizistas, arrogantes... pra resumir, tudo o que está escrito em II Tm 3. O pior é que quando falo da minha geração não estou falando dos impios e sim dos crente. Os lideres que os crentes cansam de "tietar" são assim.
Transformaram a Igreja em uma boate e oi culto em um show. Aí você deve dizer: "mas isso não acontece em sua Igreja". E eu pergunto " por que nossas igrejas estaria distantes dessas aberrações, se os nossos membros gostam desse tipo de coisa? " Seria muito infantilidade achar que esses indivíduos não vão conseguir atrapalhar nosso trabalho serio.
Não quero falar mais que isso. Estou em tempo de leitura e reconstrução. Mas uma coisa é certa e não vai mudar: sou um Fides Reformata e continuarei olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé.
Fides Reformata!!!
Samuel Alves
O Pregador
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Jesus acalma a tempestade
A
Pedagogia das Tempestades
Marcos
4, 35-41
Elucidação
Autor:
João Marcos. Provavelmente ele era aquele homem que
saiu correndo nu, após levar uma surra de um homem endemoniado.
Propósito:
Apresentar as boas-novas de Jesus a um público
essencialmente gentio por meio da narração do testemunho dos discípulos a
respeito dos fatos notáveis sobre a vida, a morte e a ressurreição de Cristo.
Data:
Aproximadamente, 61-69 d. C.
Verdades
Fundamentais
·
Jesus era o aguardado messias
de Israel.
·
Jesus se revelou de modo
especial aos seus doze discípulos.
·
Jesus demonstrou que era o
filho de Deus.
·
Jesus resistiu ao
reconhecimento público para sofrer e morrer em amor do seu povo.
·
Jesus mostrou-se muito
interessado em estender a salvação aos gentios.
·
A expansão das boas-novas
acerca de Jesus exerce poder sobre o mal.
Uma
verdade absoluta que não se pode mudar ou alterar. DEUS ESTÁ NO CONTROLE!
As
tempestades são inevitáveis, imprevisíveis, inadiministráveis e
pedagógicas.
Quando
Jesus mandou que os discípulos fossem para a outra margem do mar da Galileia,
os discípulos obedeceram. O mar da Galileia, ou Lago de Genesaré, ficava no
vale das montanhas de Golã. Essa região ficava aos pés do monte Hermom, que a
maior montanha de Israel. Os ventos gelados vêm de lá de cima e descem até o
mar. Quando aquele vento frio bate na superfície e, mesmo com o céu claro, a
tempestade chega.
Contexto
Anterior
O contexto claramente coloca que Jesus havia anunciado o reino de
Deus durante todo o dia.
Contexto
Posterior
O contexto posterior mostra claramente três coisas: Jesus tem poder
sobre os demônios, sobre as enfermidades e sobre a morte.
O
Reverendo Hernandes Dias Lopes chega a uma resolução acertada. Ele afirma que
esse texto se desenvolve em cima de três perguntas:
Não te importa que pereçamos?
·
Por que vocês são tímidos? Não tendes fé?
·
Quem é este?
A
pergunta é: se Deus é bom, por que as tempestades ocorrem?
A
resposta é simples: por que ele quer nos ensinar. Ele quer nos trazer para mais
perto dele. Ele quer fazer com que os nossos olhos vejam ele. Ele quer se
revelar a nós de uma forma que nós não nos esqueçamos.
Uma
verdade absoluta que não se pode mudar ou alterar. DEUS ESTÁ NO CONTROLE!
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Esboço de Sermão,
Soberania.,
Tempestade
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Feliz dia do Pastor!
Introdução
Uma
pergunta, o que Deus requer do Pastor? Muitas coisa coisas estão passando na
sua cabeça! Coisas do tipo: santidade, honestidade, integridade, fidelidade,
simplicidade, amor, humildade, em fim, tudo o que você está pensando está
correto. No entanto, segundo as Escrituras só existe uma coisa que Deus cobra
dos pastores, que eles apascentem as ovelhas “do rebanho de Deus”.
É
isso que encontramos na primeira carta de Pedro. Uma ordenança. Mas para melhor
entendermos esse texto, vamos nos ambientar com essa carta.
Elucidação
Autoria:
Alguns eruditos defendem que esse Pedro não seja o
Apóstolo, indicando que esse Pedro era um presbítero, e não o apóstolo. No
entanto, nós concordamos que esse Pedro era de fato sim o apóstolo, por que
mesmo se apresentando no verso 1 declarando que é “presbítero com eles”, isso
não tiraria dele sua autoridade Apostólica, pelo contrario só daria a essa
função maior característica pastoral. Sem contar que ele assina a carta deixando
claro que é um apóstolo de Jesus Cristo.
Data:
60 – 68 d. C.
Propósito:
Encorajar os Cristãos perseguidos e confusos a
permanecerem unidos e firmes na fé.
Verdades
fundamentais:
·
Os cristãos tem o maravilhoso
privilégio de ver a grande salvação de Deus em Cristo.
·
O privilégio da salvação trás
consigo diversas responsabilidades importantes.
·
Os cristãos devem ser santos, amar
profundamente uns aos outros e se consagrarem para gloria de Deus.
·
Os relacionamentos dentro e fora da
Igreja devem ser mantidos de acordo com os padrões de Cristo, e não de acordo
com os padrões do mundo.
·
Os cristãos devem encarar o
sofrimento como seguidores de Cristo na perspectiva correta.
Desenvolvimento
Rogo, pois, aos presbíteros que há entre
vós... Embora Pedro fosse apóstolo, isso ele deixou claro no em
1,1, aqui ele enfatiza sua comunhão e solidariedade com os presbíteros
(pastores) que serviam a igreja sob a tutela dos apóstolos, pregando a mesma
mensagem e doutrina, anunciando Cristo como Único Senhor e Salvador do mundo.
Nesta fala o apostolo deixa claro que o seu serviço e o serviço pastoral eram
um só. Mesmo sendo apostolo, Pedro não usou isso para se afastar do serviço
Pastoral e da comunhão com os Co-servos. Por isso os Santo Apostolo declara Eu, presbítero com eles.
...E testemunha dos sofrimentos de
Cristo... Pedro mostra agora que sua autoridade era legítima tendo
em vista que ele era testemunha ocular do sofrimento de Nosso Senhor, e segundo
a autoridade apostólica, ser testemunha era o pré-requisito máximo para o
ministério apostólico. No entanto Pedro sabia que muitos daqueles presbíteros
também tinham sido testemunhas do sofrimento do Mestre, isso leva a um outro
patamar porque, já que eles eram testemunha do sofrimento, eles também seriam co-participantes da Glória que há de ser
revelada. Em 4,13, o princípio de que
a participação do sofrimento de Cristo também é a participação da sua Glória, é
reiterado neste verso. Pedro fala isso porque testemunhar a morte e a
ressurreição de Cristo foi para Pedro participar da dor e da exaltação. Para
Pedro esse fato gabaritava tanto eles como ele a pregarem a palavra de Deus e
apascentar o rebanho do Senhor.
...Pastoreai o rebanho de Deus que há
entre vós... Duas coisas precisam ser consideradas aqui:
1- Pastorear não uma opção, é uma ordem. Não é uma ordem para todos, mas todos
os que são chamados para essa missão não podem se iludir com outras coisas,
mesmo que momentâneas, mas elas não podem embaçar a visão do Pastor. O verbo pastorear se apresenta aqui no modo
imperativo, que pode ser também modo de convite. No entanto aqui o verbo se
apresenta como uma ordem inquestionável. 2- O texto deixa claro que o rebanho
pertence ao Senhor. Por esse motivo Pedro cobra, ou melhor ordena que esse
pastoreio deve ser feito não por constrangimento
mas espontaneamente porque nenhum homem pode pastorear a igreja de Deus se
isso for feito por constrangimento de terceiros mas por decisão e entrega
pessoal, consciente e constante.
...Nem por sórdida ganância, mas de boa
vontade... Porque aquele que pastorear não deve esperar desta terra
ou dos homens sua recompensa, mas fazer de boa vontade com coração sincero
porque esta função deve ser feita por amor, mesmo em momentos onde não se veja
recompensa ou motivo.
...Nem como dominadores dos que vos
foram confiados... Porque a função do pastor não pode se comparar com
...Tornando-vos modelo do rebanho...
Porque esse é o modelo de Deus para o pastoreio do Seu povo. Porque tanto no
velho como no novo Testamento os homens escolhidos por Deus para guiarem o povo
sempre foram escolhidos para ser exemplo para o povo, e por meio do exemplo
guiar o povo a vontade de Deus.
...Logo que o supremo pastor se manifestar...
Sem
sombra de dúvida esta frase está fazendo uma alusão a Cristo já que a escritura
deixa claro que Ele é o Pastor e Bispo das nossas almas. A palavra grega é
perfeitamente traduzida como Supremo Pastor deixando claro que ele é o Modelo
Perfeito e Eterno para a excelente obra que exercemos.
...Recebereis a imarcecível coroa de
Glória... Duas coisas devem ser destacadas aqui: 1- A expressão
Coroa, os gregos usavam duas palavras para a expressão coroa a primeira era
diadema que é o termo que faz referência a coroa dos reis feita de ouro com
joias brilhantes e a segunda era stefanus, que era a coroa feita de louro que
era colocada na cabeça do atleta. 2- A ênfase dessa frase está na palavra
Glória enfatizando a realidade de que a recompensa do pastor vem do céu,
unicamente do céu, e só acontecerá quando Cristo que é o Supremo Pastor se
manifestar em Glória.
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Teologia Pastoral. Cristianismo Bíblico.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Minha Resolução
Certo dia ouvindo via You Tube um Sermão sobre Cl 3.1-4 do meu querido Rev. Mauro Meister, concordei com ele quando ele chamou os santos de Deus que estavam ouvindo o sermão para observarem as Escrituras e observarem onde estavam errando e fizerem resolução do que necessitavam mudar. Eu fiz, eis ai o resultado.
Eu sou, como disse C. S. Lewis, um filho de Adão. Sou responsável pelos pecados que cometo por causa da filiação que tenho. Adão é meu pai, e a conduta que tenho por causa dele é culpa minha. Eu sou Caim. Nunca mataria meu irmão, mas a cruel capacidade de fazer isso está naquilo que originalmente sou. Sou um humano que não acreditou na mensagem de Noé e morreu por causa do diluvio.
Não sou Jacó. Nunca roubei ninguém, mas não duvido que no meu interior esse desejo esteja de algum modo distante. Também sou Esaú, que mesmo tendo a benção da primogenitura, em algum momento devo ter trocado tosa essa benção por algum momento de satisfação pessoal. Sou os outros irmão de José, que mesmo não tendo vendido o meu irmão, mas tenho o pecado que pode causar inveja no meu coração contra os meus irmãos.
Não estive no Egito, mas com certeza sou um daqueles israelitas que desejou a as cebolas do Egito a ter que depender de Deus, e comer uma boa refeição de carne branca e pão sem fermento. Nunca venderia a mensagem do Senhor. No entanto não posso dizer a ninguém que sou diferente de Balaão. Eu não vi as bençãos de Canaã, mas me conhecendo bem acho que não acreditaria no relatório de Josué e Calebe.
Não vivi no tempo dos Juízes, mas com certeza faço parte de uma geração que não conhecia o Senhor. Muitos dos severos castigos que eu enfrento, com toda certeza, sempre vem por que eu viro as costas para o Senhor meu Deus. Não sou nenhum dos filhos de Eli, mas minha natureza não repeli com a força necessária esse tipo de pensamento.
Não sou Saul, mas muitas vezes sou cobarde como ele. Não sou Davi, mas as vezes quero fazer contagens que só vão engrandecer meu ego. Não sou Salomão, mas as vezes mesmo recebendo sabedoria que vem do alto, faço muita besteira.
Em fim ...
Depois de obedecer o que Deus tinha falado através de seu servo, descobri que sou não vou para o inferno por que sou uma coisa só: VIVIFICADO DA MORTE, QUANDO AINDA ESTAVA MORTO EM MEUS DELITOS E PECADOS.
Veja quem eu de fato sou:
Efésios 2:1-10
1 - E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 - Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
3 - Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
4 - Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 - Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 - Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
9 - Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
Samuel Alves
O PREGADOR
SOLA GRATIA, SOLI DEO GLORIA!!!
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
O que estão fazendo com o Evangelho
Você sabe o que está acontecendo com a Igreja? Deixem-me melhorar a pergunta: você sabe o que estão fazendo com o Evangelho? Será que você assim como eu, não está cansado de ver o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo descer pelo "ralo", desculpem-me a grosseria, de púlpitos comprometidos com esse "cristo" Pop Star, ou só eu tenho essa sensação?
Vejamos um pouco do que (não)está acontecendo no cenário do evangelicalismo brasileiro.
Preparando o sermão para o momento de exposição bíblica no culto no domingo passado, 26/05/13, comecei a perceber uma coisa: não sou quem mudo por causa do Evangelho, mas é ele que muda o meu ser, quando eu sou alcançado e atraído pela Graça Irresistível de Nosso Senhor. De modo que não é a igreja, a denominação ou a liderança que determina como eu vou mudar, mas eu que mudo com efeito inequívoca da veracidade do evangelho, e por tabela de uma teologia biblicamente comprometida com a evangelização.
Como se isso não basta-se, o Analfabetismo Bíblico, que faz qualquer vendedor de indulgências ser chamado de homem de Deus, os nossos músicos decidiram vender a adoração. Além de escreverem músicas com péssimo, para não dizer, inexistente, teor teológico, começaram a ensinar para a Igreja que o palco do programa do Faustão se tornou campo missionário. Como se para Deus ser glorificado eles precisassem ir para a Globo e de caches gigantescos para que Deus fosse glorificado, esquecendo que o principio já foi estabelecido no Salmos 115:1
1 - NÃO a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
A Funesta teologia da prosperidade, como bem a adjetivou o meu querido Pr. Renato Vargens, ensinou pastores, músicos a serem tudo o que a Escritura diz que eles não devem ser. Quando isso fizeram, subjugaram as Escrituras a um... não consigo descrever. Vivemos um período de seca nos púlpitos, protegendo Deus aqueles eleitos que não se dobram a diante desse Baal moderno.
Que Deus nos ajude. É tudo que posso dizer. Como professa a antiga confissão litúrgica: Cristo, tem PIEDADE de NÓS. Essa deve ser a nossa oração. Lembro-me de uma palestra que participei onde D. Robinson Cavalcanti foi um palestrante oficial, e perguntado sobre o que fazer em relação a tudo que acontece em nossos dias ele respondeu: precisamos voltar aos pés da Cruz. Como acredito no poder gracioso desse ato, recolho-me ao silêncio de alguém que tem vergonha deste evangelho da mídia, e tem saudades do velho Evangelho da Cruz.
Samuel Alves, O Pregador
SOLA FIDES!!!
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