quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Teologia do Culto

A situação ficou catastrófica!
Pervertemos o culto do SENHOR. Em letras maiúsculas para nos lembrarmos que a tradução do tetragrama que em português é Jeová, é traduzida por Senhor e a SBB - Sociedade Bíblica do Brasil - traduz desta forma em caixa alta. Essa expressão é, é de acordo com a teologia bíblica, o nome pessoal de Deus, para colocar de forma simples. Antes que você pergunte onde está o problema eu vou me adiantando.

O culto é a teologia da Igreja posta em prática. Sim! É pelo culto que se conhece a espiritualidade de uma Igreja. Você pode saber pelo culto se é essa Igreja é bíblica ou não. Não precisa ser doutro em nada para saber dessas coisas. Uma lida profunda nas Sagradas Escrituras e uma boa observada a sua volta vai lhe mostrar que a coisa tá bem bagunçada.

Muitas vezes a Escritura vai nos apontar o caminho a seguir. Deixe me dar um exemplo. O Decálogo tem uma série de leis, as quatro primeiras para ser mais exato, que se referem a nossa relação com Deus e desembocam na nossas prática litúrgica. Ainda sim temos um livro completo com cânticos e um outro livro onde Deus vai exigir que se concerto o culto ao seu nome.

O livro de Malaquias, que nos só conhecemos 3.10, é todo Escrito para orientar o povo de Israel que eles estavam adorando errado. Como a Bíblia é para nós por completo, se entende que não importa como vamos fazer, mas o culto não pode perder as características que Deus deu, uma vez que esse culto é prestado ao seu nome. Ainda que você questione que o livro de Malaquias fale de assunto como divórcio e ministério sacerdotal, vale lembrar que divórcios aconteciam por questões cultuais, e o culto a Jeová estava profanado por que os sacerdotes abandonaram a lei do Senhor.

Isso posto duas coisas devem ficar claras. Primeiro, não dá para fazer um culto de qualquer forma, uma vez que Deus detalhou para o seu povo a forma pela qual ele queria e tinha, e ainda tem, que ser cultuado. Não é obra do coração do homem nem o que este sente que vai determinar o culto do Senhor. Deus tem regras para como o homem deve prestar culto a ele, e essa regra deve ser respeitada com zelo.

Segundo, se o culto é determinado por Deus, o nosso coração não pode exigir espaço neste ambiente senão o de contrição. Em muitos lugares onde nós vamos a forma de culto está mundana. Eu concordo que a firmeza litúrgica não deve ser de forma nenhum uma barreira para o fervor dos cristãos, uma vez que o fervor para cultuar o Senhor vem de nossa devoção orientada e fundamentada nas sagradas letras. Ainda sim deve haver uma reverência específica para o culto. Não é por que o culto tem que ser fervoroso que podemos permitir toda e qualquer manifestação no culto do Senhor.

O meu coração, meus métodos, minhas ideias, as pessoas fora da Igreja, nada disso pode influenciar minha forma de culto. Os Puritanos estavam certo quanto afirmavam a centralidade Bíblica do culto. As Escrituras não podem ter um tempo no culto, mas preencher o culto de modo que não fique espaço para nada que seja de acordo com nossa vontade.

No Cristo Ressurreto:
Samuel Alves
O Pregador

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

500 anos, mas nem tudo é festa.

Na semana passada terminou o outubro mais importante da história da Igreja neste século. O outubro onde a Reforma Protestante se iniciou. No dia 31/10 /1517, na minha opinião a mais bela data da história da Igreja, um monge agustiniano doutor em Teologia afixou 95 teses convidando o vendedor de indulgências Johan Tetzel para uma disputa sobre a eficiência das indulgências. em latim: Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum.

Essas teses, que ficaram conhecidas ao longo dos anos como as 95 teses, tinham o alvo de chamar atenção do clero, na verdade, dos acadêmicos, uma vez que o texto é todo escrito em latim. Sua intenção não era dividir a Igreja. Aliás nunca foi intenção de nenhum dos Reformadores. A ideia nunca foi dividir a cristandade. O alvo era mesmo uma reforma moral e teológica na Igreja da época, que até hoje é conhecida por sua imoralidade.

As disputas eram a forma de esboço de um debate. A ideia não era uma revolução. Por que 31 de outubro? Exatamente neste dia, o povo saia em festa por causa de uma tradição mística que anos depois foi transformada em Halloween. Nesse tempo a festa era mas pra os adultos e tinha muita libertinagem. Como os fatos que levaram Martin Lutero a pedir essa disputa foram próximos dessa data ele se utilizou por que sabia que no dia seguinte a multidão iria a Igreja para a celebração do dia de todos os santos. E foi assim que tudo começou.

É óbvio que estou tratando de forma caricata a Reforma Protestante. Se fosse fiel a todo o relato, o que pretendo fazer em uma série de artigos por aqui mesmo, teria que começar com a Igreja primitiva, passar pelo concílio de Niceia, e me deter na Teologia e vida de Santo Agostinho. Mas esse post tem outra intenção. Meu objetivo aqui é mostrar que nem tudo foi festa. Não que não esteja alegre por viver essa tão nobre celebração. Não que concorde com os ignorantes, como por exemplo um pastor de linha Pentecostal natural do estado da Bahia que, na mesma semana do aniversário da Reforma, afirmou que os evangélicos não tinha nada que ver com a reforma. O mesmo foi rechaçado até mesmo pelos Pentecostais.

Um outro problema reside no fato que muitos dos que comemoraram os 500 anos da Reforma não têm nenhum compromisso com os postulados da mesma. Igrejas onde o Sola Scriptura é uma frase sem sentido algum, onde seu conceito mais puro não passa nem de longe. Líderes que foram as seus púlpitos, lotaram igrejas, mas não entendem o por que do Soli Deo Gloria. Falaram da Reforma por puro oportunismo. Não por que agradecem de verdade, até porque se comportam como os velhos cardeais da igreja medieval. Suas mentes estão cativas aos seus próprios desejos.

Nem tudo é festa porque muitos desses crentes não entendem nem conhecem a boa Teologia que é a maior herança da Reforma. Esses fiéis ouvem domingo após domingo um sermão sofrível, com muito barulho, psicologia barata e recursos de oratória que servem apensa para cativar suas mentes que, por falta do ensino da palavra do Senhor não, padecem miseravelmente. Por que esses mesmos líderes esquecem da norma de Os 4.6
O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento. Porque rejeitaste o conhecimento, eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, eu me esquecerei de teus filhos.

Nem tudo é festa por que muitos se apropriaram da data sem sequer saber alguma coisa dela, ou simplesmente comemoraram a festa mesmo não se subordinando a nenhum dos pontos da Reforma. Para eles a fé é uma meio para alcançar um benefício, a graça é um vale para atos permissivos na vida e no culto, a escritura é um amuleto, Cristo é um cara legal e a glória de Deus é algo para se sentir e não um alvo a ser alcançado por aqueles que foram salvos.

A coisa piora...

Nem tudo é festa por que esses mesmos "reformados", que o são por moda, distorceram  as verdades dos 5 solas afim de parecer que existe alguma coisa em seus sistemas que pareça Evangelho ou que pelo menos tenha cara de reforma. Usam da liberdade que a Reforma lhes deu para criarem novos papados. Cada um tendo seu próprio trono e fazendo dos fiéis seus súditos  e dos líderes menores, muitas vezes mais piedosos que eles, seus eternos vassalos. Aumentando a soma dos fardos dos cansados e da opressão dos oprimidos, criando apenas gente doente e adoecendo outras com uma visão triunfalista do Evangelho, crendo naquilo que ele nunca disse.

Paro por aqui!
Terei que escrever um livro se for mesmo denunciar todos os erros que os hipócritas cometem. Um artigo só não dá.

Que o bondoso Deus seja exaltado pela vida dos Pais Reformadores e dê a esses outros a oportunidade de retornarem a Reforma como muitos de nós já temos feito. A questão não é volta para Genebra ou Wittenberg, mas voltar ao Evangelho. Essa é a verdadeira Reforma.

Sem mais para o momento,
No Ressurreto,
O Pregador

sábado, 7 de outubro de 2017

O Evangelho e a pregação do Evangelho

Comecemos com a pergunta: tem diferença? Não seriam as duas coisas uma só? Tenho que concordar que isso deixaria tudo bem mais fácil. No entanto aprouve a Deus em seus decretos eternos fazer esses dois pontos separados e diferentes . Isto posto, vamos conversar sobre o tema de forma possamos esclarecer isso para você.

Não há da minha parte a intenção de esgotar o assunto. Seria um bom tema para livro ou artigo. Mas vamos nos debruçar sobre esse tema de maneira rápida, mas sem superficialidades. Nunca esquecendo que nossos posicionamentos buscam a confirmação Bíblica, e não o relativismo das suposições filosóficas.

O que é o Evangelho?
Evangelho é, como disse acertadamente o teólogo anglicano Graeme Goldsworthy, "a mensagem sobre Jesus em sua vida, morte e ressurreição. Acrescentaria aqui a encarnação, uma vez que tudo o que foi feito só podia ser feito por Deus. Sendo assim, a encarnação se torna parte sinequanon do organograma do Evangelho.

Isto posto,
O que é a pregação do Evangelho?
A pregação do Evangelho é o anúncio dessas verdades por meio do uso preparado, piedoso e espiritual da oratória. É bem verdade que podemos testemunhar o Evangelho e a salvação que ele nos revela de várias formas, inclusive com nossas obras pela fé, Tg. 2,18. Sem contar que testemunhamos também com nossa vida.

Definindo, ainda que com poucas palavras, se torna necessária algumas colocações.

1 - Cura, bem estar, realizações, projetos pessoais não se constituem pregação do Evangelho. Você pode chamar de palestra, mas não pregação. Pode chamar de conferência ou encontro mais não de culto. O que permeia a reunião dos crentes, ou a assembleia solene que nos chamamos de culto público é a exposição das Sagradas Escrituras com alvo de se anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

2 - Doutrinas, estudos e debates doutrinários ou de orientação ética não são por si só anúncio do evangelho. Note bem. Um pregador fiel a Deus e a sã doutrina pode falar por horas, sem cometer um único erro doutrinário, e ainda assim não pregar o evangelho. Lembre-se do conceito no 3º parágrafo.

3 - Se o texto não apontar para Cristo de forma clara, é competência do Pregador encontrar uma ponte. Com isso, quero fazer dois apelos, o primeiro é para os pregadores. Lembrem-se do que dizia o Dr Lloyd-Jones: só subam ao púlpito para pregar se vocês tiverem uma mensagem de Deus para pregar. Segundo aos ouvintes. Se a mensagem vos conduzir à cruz , que aconteça com vocês o que ocorreu com o peregrino; que os vossos fardos possam cair diante da glória do crucificado.

Lembremos da ordem do Senhor :
Hoje, se ouvirdes a voz do Senhor, não endureçais vosso coração.

Sem mais para o momento, que o Senhor seja benevolente em seu favor, te fazendo ouvir sua doce voz.

No crucificado,
Samuel Alves
O Pregador

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Estamos de volta! Status: Humilhados!

Depois de mais de dois anos sem uma postagem, e sem saber se tenho ainda seguidores, estamos de volta. Depois de vários acontecimentos, por exemplo, agora sou um homem casado e devidamente ordenado ao sagrado ministério da Palavra e dos Sacramentos. Vários livros lidos e palestras proferidas, aprouve ao bom Deus estarmos de volta às postagens e artigos.

Nunca foi nossa intenção obter sucesso por meio do blog. Mas desde 2009 aproximadamente, estamos falando aquilo que as Escrituras Sagradas nos mostram ser a verdade, assim como o caminho para uma vida cristã que glorifique o nosso Deus e seu Cristo.

Como disse antes depois de muitos livros lidos... Aprendi ainda no ensino fundamental que só pode falar bem e escrever bem que nutre o hábito da leitura. Li muito e falei mais ainda, mas mas acabei escrevendo pouco, o que volto a fazer agora. E, já que os livros mantiveram minha mente funcionando, mesmo nas mais longas fases de inércia intelectual, vou começar essa nova fase indicando um livros para vocês.

Não é minha intenção fazer uma resenha desse texto, mas mas quero apontar, no texto, alguns pontos que são de uma profundidade gritante.

Eis o livros
Inteligência Humilhada.
De Jonas Madureira
Publicado por Edições Vida Nova.

Sinceramente eu não tenho competência para avaliar esse livro. Não falo por sua abordagem extremamente acadêmica, mas pela profundidade com que espiritualidade e cosmovisão cristã foram abordados aqui. Jonas Madureira fez exatamente o que disse que ia fazer. Um pouco de aula, um pouco de pregação e um pouco de gabinete pastoral. (nas minhas palavras)

Um livro escrito por alguém que sabe combinar a vida da academia, o púlpito e o quarto de oração, escrito na forma mais piedosa possível nos fez, começando por Agostinho, e passando por uma exegese monstra de Filipenses 2.5, e sua explicação arrepiante de fronezis, sentimento, e terminando com uma análise do trabalho de Carl F. H. Henry, nos fazendo entender o estado humilhante do homem em sua necessidade de conhecer Deus como Ele quer ser conhecido.

Se eu recomendo?
"Cada dia da sua miserável vida que vc passa sem ler esse livro, sua vida ficará mais miserável."

Sem mais para o momento,
No crucificado, o Deus que conheceu nossa humilhação...
Samuel Alves
O Pregador

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

16/08/1965-16/08/2015...e a obra ainda é santa.

Vendo somente título dessa postagem, você deve se perguntar: o que significa esse espaço de cinquenta anos? Eu de pronto lhe respondo: Jubileu de Ouro. Você achando minha resposta vaga, pergunta: de que Samuel? Eu, para não ser mais chato respondo: do hino oficial da Renovação Espiritual.

Faz muito tempo que não público nada. Me mudei! Esse fato quebrou meu ritmo de leitura, e por tabela meu ritmo de produção. Nada que atrapalhadas os sermões, mas atrapalhou o uso da pena. Para piorar meu computador quebrou. Por sorte, na verdade, decreto benevolente, o Blogger tem aplicativo para smartphone.

Tudo resolvido, voltei a leitura. Comecei pela biografia do pai do Presbiterianismo, John Konx, e comecei a ler o relato do início da obra de Renovação Espiritual e da autobiografia do Reverendo Pastor Rosivaldo de Araújo. Autor do aniversariante. Apesar de eu estar atrasado, em 16/08/2015, o hino da Renovação espiritual completa 50 anos. Pastor Rosivaldo já está na glória, mas meu desconhecimento dessa data me fez passar batido. Mesmo atrasado, quero fazer algumas considerações sobre todo o contexto histórico do hino.

O mundo ainda vivia os mesclados da segunda guerra. Revoluções em todas as áreas do conhecimento, cultura e tecnologia. No Brasil, vivíamos o início do que seria 20 anos de governo militar. As mudanças afetaram a Igreja. Vivia-se uma morbidez espiritual drástica. Cultos sem vida, pregadores sem vida, Igreja engessada. Em fim...o quadro não era bom. Até que Deus decidiu visitar seu povo. No início, às lutas não foram pequenas. Perseguições, ataques, divisão... Dlis fatos marcaram, em minha opinião esse momento. Primeiro a exoneração do Pastor Pedro Tavares, pastor da Igreja de escapadinha no Maranhão, que veio a Recife conhecer a obra de Renovação, e ao voltar a sua cidade descobriu que foi exonerado da Igreja, por que testemunhou que havia sido batizado no Espírito Santo.  O outro fato marcante, foi a expulsão do Pastor, ainda seminarista na época, Darcy Gulherme do Reis, por testemunhar que havia sido curado de úlcera.

No relato do Pastor Rosivaldo, ao entrar no seminário STBNB, encontrou Darcy chorando e dizendo que havia sido expulso do seminário por causa de Renovação, pegou Darcy pelos ombros e disse: essa obra é santa e ninguém detém! Voltou para sua casa afirmando a primeira frase do hino: esta causa é do Senhor. D. Miriam Amorim, sua esposa, lhe perguntou: onde você aprendeu esse corinho? Ele respondeu: foi o Senhor quem me deu agora enquanto vinha para casa.

Essa canção tornou-se o hino oficial de muitas Igrejas que abraçaram a obra de Renovação Espiritual, inclusive a CBN, instituição a qual Pastor Rosivaldo foi um dos fundadores, e membro de sua diretoria. Sem sobra de dúvida esse pobre "escritor/pesquisador" agradece ao Deus da obra, que de fato não pode ser detida, por ter dado esse hino que foi e é, mais que uma canção, um grito de guerra.

A 50 anos, foi dada a um grande servo de Deus essa canção, que continua sendo nosso grito de guerra contra os inimigos da obra. Afirmo, de minha parte, sabendo que tem outro comigo, que enquanto fôlego tivermos, trabalharemos para o Deus da Obra afirmando: Ninguém detém! É obra Santa! Essa causa é do Senhor.

Com lágrimas nos olhos,
E fogo no coração,
Samuel Alves
O Pregador.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A guerra contra a Verdade

Esses dias, lendo um precioso livro do Pr. John MacArthur com o titulo a guerra pela verdade, me deparei com a informação de como a Igreja tem lutado contra a verdade. Consciente de que essa luta não é de agora, muito menos é só minha, me deparei com alguns problemas que pontuarei aqui. Só para constar, não sou um desigrejado - grupo que considero um "filho" monstruoso do antigo gnosticismo e do moderno liberalismo - grupo esse que considero a mais nova arma do inimigo de nossas almas para minar a autoridade da Igreja. Falo do que vejo por que amo a Igreja, estudo a Igre e vivo nela a seu serviço.

Isto posto, vejamos o que tem me feito perceber que nossa luta é imensa. Que a batalha é sangrenta, mas que apesar dos fieis estarem lutando a massa está em um estado de hipinose esperitual, tomada de uma "golpelzidade morbida", o que torna nossa luta ainda mais ardua.

1· O pós modernismo evangelical.
Estamos vivendo a era que os especialistas denominam com pós moderna. Enquanto a modernidade foi caracterizada pelas revoluções e pelo abandono da fé, a evolução das ciências e todo o resto, a pós modernidade é caracterizada pelo seu relativismo. Para não me deter muito nesse ponto, este relativismo chegou de maneira sutil na Igreja, de modo que o movimento de Igrejas emergentes, por exemplo, já tem escritores que, hereticamente, afirmam que não podemos ter certeza do que a bíblia diz. Por outro lado, em muitas de nossas Igrejas ortodoxas, pastores que expoem a sã doutrina com firmeza são tidos com mal educados e deselegantes. Estes mesmos que outrora eram chamados de profetas e apologetas.

2· O Estrelismo vs Profetismo
Na Igreja da atualidade, a moda do momento é o Estrelismo. Pastores POPs tem tomado lugar debaixo das luzes da ribalta. Isso por que nossos pulpitos, que quando eu era garoto alguns ainda chamavam de Altar, estão mais parecendo um palco do que um pulpito. O motivo dessa tragédia é que o culto virou show e no lugar de um profeta chamando o povo ao arrependimento, colocamos uma estrela chamando o povo a um ajuntamento midiatico. Destituimos os profetas para, em seus lugares, colocarmos estrelas que agromeram em vez de servirem ao crescimento saldável da Igreja. Que entretem em vez de profetizar.

3· Crise vocacional e teológica.
Vivemos uma profunda crise nos nossos seminários. Acdemizamos demais as nossas casas de profeta, de modo que já existem seminários prostituidos e outros onde não se ensina mais com a bíblia aberta. Por outro lado isso é fruto de uma crise que se deu nos idos das decadas de 1970-80 onde rapazes inteligentes e bons articuladores de palavras eram enviados para o seminário. Problema? Sim! Inteligente todo vocacionado tem que ser. Mas nem todo inteligente é um vocacionado. Uma crise gerou a outra. Os caras não-vocacionados de ontem são os mestres de hoje. Não querendo generalizar, pois tem muitos servos fieis a visão, como dizia São Paulo apóstolo. Mas a coisa ta feia! Tem muito doutor com diploma mas sem fé. Sem generalizar é claro.

4· A sedução do intelectualismo.
Por causa dessa sedução, que para alguns é tão grande que chega a ser uma prostituição, haja visto que a simplicidade da piedade cristã é perdida. Desse ponto em diante começam uns flertes com o liberalismo e todos os seus filhos bastardos, a saber lideres que incluiram um discurso politico partidário em seus sermões. Foram seduzidos pelo canto da seria. Perderam o primeiro amor e precisam do ouro refinado do Senhor Jesus. Por causa destes homens a Igreja está linda. Climatizada, educada, como uma boa estrutura fisíca, mas o Mestre olha e diz: eis que estou a porta e bato. Quem está na porta a bater só pode estar do lado de fora da Igreja...

5· A inversão dos valores
Trocamos o culto pelo show. O pregador por um astro. A pregação por uma conversa... Tá tudo trocado! Trocamos a beleza da vocação pela influência dos diplomas. A sabedoria biblica pelo metodo de ganhar dinheiro, a saber o grande numero de pastores e lideres que tem deixado de estudar, em suas pós graduações, Exegese, Hermeneutica, História da Igreja, para fazer MBA. A riqueza de um sermão bem preparado, para uma aula sobre como fazer a Igreja crescer, ou como trazer mais um. A riqueza da pregação expositiva por uma "coisa" qualquer que seja baseada na mente do pregador, e não no texto sagrado.

Ainda cabe mais coisa, mas vou me deter por aqui.
Que o Deus de toda graça continue a nos aperfeiçoar por sua bendita misericordia. Que a nossa vida seja guiada pelo amor a vocação que nos foi dada de anuciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Que o nazareno crucificado no calvário seja nosso único alvo, por que só ele tem as palavras de vida eterna.

Sem mais,
Que o carpinteiro de Nazaré nos molde a sua vontade.
Em Cristo,
Samuel Alves
O Pregador.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Os filhos da serpente

A guiza de introdução, não é minha intenção aqui fazer uma exegese do texto, mesmo entendendo que ela estará presente na minha fala, fala está que faço por amor a Igreja e não por raiva dos que a corrompem. Vamos ao texto.

Gênesis 3:1-5
1 - ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
2 - E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3 - Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
4 - Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5 - Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

Ficou claro para você por que a serpente? Se não ficou, uma pergunta: o que foi que a serpente fez aqui? Como foi que a serpente iludiu Eva? Quero deixar claro antes de tudo, que não é minha intenção retirar o pecado da conta de Eva. Nem dizer que a cobra foi a culpada de tudo. Minha intenção é dizer, pontuando alguns fatos que desde que Deus falou que o inimigo de nossas almas tenta perverter, por meio de pessoas astutas, as verdades eternas expressas pelo Soberano.

Quem são os filhos da serpente?
Os filhos da serpente é toda aquele que, como disse anteriormente, perverte as verdades divinas afim de que a vontade de outro, nesse caso do homem, seja feita em lugar da vontade do criador. Esses individuos surgiram durante toda história do povo de Deus. Sempre existiu aquele grupo de homens que não se contenta com Deus. Escrevendo a Timóteo, Paulo chama esses de réprobos quanto a fé. Ainda Paulo diz que os que ensinam de tal forma se tornam inimigos da Cruz.

Eu já tinha pensado sobre tais homens. Então fiz o que acredito ser o certo. Comecei a pesquisar desde quando esses homens apareceram. Descobri então que não havia um homem, mas uma criatura. O que sabemos dessa criatura? Ela estava sendo usada pelo diabo, nosso adversário.

Isto posto, o que é que de fato tu estás querendo dizer Samuel? é a sua pergunta. Estou querendo dizer que, em consciência ou não, o homem que muda a verdade de Deus para satisfazer a vontade de um homem ou de muitos. Esses que se dão títulos afirmando que é um novo nível de autoridade que "Deus" lhes deu, então o outro titulo não os cabia mais. Mudam a verdade de Deus na intenção de ser amigo de gregos e troianos. Querem servir a Deus, mas prestando gentilezas ao mundo. Não são amigos do mundo, mas respeitam os mundanos.

Não para por aí! O que isso gerou?
Que falava em evangelismo perverteu a evangelização, transformando-a em método. Quem falava de missão, transformou a missão em uma atividade política. Os que admiravam a liturgia transformaram-na em uma tradição morta ou em um show, feito para os impios gostarem de Igreja. Os que deveriam pregara a fé verdadeira estão sendo "gentis" aos que não tem nada que ver com as coisas de Deus.

Dois problemas: primeiro, esquecem que o cristianismo sempre foi perseguido justamente por ser contrario aos padrões do mundo, Ou como já diria Stott, uma contracultura. Segundo pecam contra a soberania de Deus. Acerca deste ultimo ponto, o que dizer? É certo que somos pecadores, mas intentar contra Deus dessa forma e mais clara evidência de nossa depravação.

Sem mais para o momento,
Que Deus levante profetas para apregoarem a verdade das Escrituras.

No Cristo de Deus,
Samuel Alves
O Pregador


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Igreja esqueceu! II

Essa semana, se não me falha a memoria, postei um artigo que destacava alguns pontos que este pregador acha que são nevrálgicos na conduta da Igreja brasileira. Hoje quero continuar a escrever mais alguns pontos sobre este assunto. Vamos lá! A Igreja esqueceu:

Esquceu que o Evangelho era maior que o evangelista. Quando Jesus Cristo designou a grande comissão, ele não condicionou a pregação aos ricos famosos ou midiaticos. Não! Muito menos deixou espaço para que o nome dos apóstolos se tornasse mais importante que o Seu. Eles fizeram do jeito certo. Veja, por exemplo, qual era a postura de Paulo escrevendo aos Filipenses por ocasião de sua prisão. Paulo deixou claro que sua prisão foi motivo de Alegria e não de tristeza, haja visto que os membros da guarda pretoriana estavam cientes de que a causa de sua prisão era Cristo. Fl. 1.12. Na Igreja tupiniquim... nós temos visto tantas aberrações que eu vou ficar com a excelência da piedade apostólica.

Esqueceu que a pregação é maior que o pregador. Quando Paulo escreveu a seu filho na fé, em II Tm 4.2, ele deixou claro que o conteudo da pregação é a palavra. Isso é um imperativo! Não foi dado como orientação a Timóteo que ele podia dizer o que achava, ou tinha que se apegar a regras cientificas. Não! Timóteo não tinha nemhum direito de auterar a pregação como feita no modelo apostólico. A palavra tem que ser pregada. Ele deve ser o conteudo da pregação. Outra coisa, o conhecimento ou nível academico do pregador deve ser reduzido a nada. A palavra tem que ser pregada, não existe opção.
O modo está no imperativo, não é um convite, é uma ordem.

Esqueceu que a Igreja é maior que o templo. Nunca vimos tanto dinheiro empregado na construção de templos cristãos como nesses 20 anos. Não que eu seja contra a construção de uma lugar para a Igreja adorar a Deus. Não que seja um pecado uma congregação dedicar as entradas financeiras para contruir um templo com um bom departamento de educação religiosa, ou uma escola para educação básica. Isso é muito útil! Mas não podemos esconder o fato de que é desprezível a enfase que nossos pastores estão dando a templos, a um ponto de caracterizar o sucesso de um ministério por causa do tamanho do templo onde se encontra a Igreja que você apascenta. A regra é clara! Onde esteverem os eleitos de Deus, ali estaremos nós, independente de ali ter uma catedral ou um terraço de uma casa, ou mesmo uma chopana de chão batido. A Igreja de Cristo é maior do que qualquer templo cristão. Seja a catedral de São Pedro ou as masmorras das casas pretorianas. Se ali está a Igreja, ali estaremos nós.

Por ultimo, mas sendo o ponto mais gritante, esqueceu que o Senhor é maior que o servo. Ouve uma tempo em que os homens andavam e as pessoas diziam: vejo que esse é uma Santo homem de Deus. Na Igreja moderna os homens se intitulam. O homem de Deus, profeta do Senhor, amigo do Espírito Santo, etc. O problema é que exatamente nessas igrejas onde a doutrina de Cristo é mais sonegada. Entre nessas ditas igrejas apostólicas e perceba que pouco de Cristo tem em seu culto e em sua pregação. As pregações são deploráveis. Os canticos são para massagiar o ego de gente doente, que não tem a capacidade de derramar seu coração na magnifica presença de Deus. Que não será confrontada com o o evamgelho de Cristo. Que nunca deixará de correr atrás de modismos e modelos por que não conhece o cocelho de Deus.

Me permitam um testemunho daquilo que vi. Não me foi contado, eu vi. Um desses apóstolos modernos em sua programação na TV, colocou uma videoclip de uma música que ensenava a passagem da fornalha de fogo ardente. Dn 3. Na hora que a música foi falar do quarto homem, uma imagem do dito apóstolo apareceu. Repito. Bem na hora de aparecer o quarto homem, apareceu a imagem do dito cujo. Irmãos, isso está acontecendo aqui. Não está longe. Falando de uma forma geral, Jesus está na porta da Igreja brasileira esperando que alguem abra para que ele possa entrar e ceiar com os que estiverem lá dentro.

Sem mais para o momento,
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, abra nossos olhos espirituais e resgate nossa nação.

No Nazareno,
Samuel Alves
O Pregador

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Igreja esqueceu!

Eu pesnsei em começar esse artigo com uma declaração. No entanto, decidir começar meu texto com uma declaração.

Por causa da ação de um grupo extremista, os crentes estão com a mania de dizer que tem uma perseguição global ao cristianismo. Mas senhores, NUNCA DEIXOU DE TER! A única diferença, é que a Igreja moderna esqueceu, o que a Igreja primitiva deu a vida para não perder,

Isto posto, vou pontuar algumas coisas que considero vitais para a Igreja, que os crentes modernos esqueceram. E por esqueceram entenda-se também abandonaram. A Igreja brasileira esqueceu:

Em primeiro lugar, esquecemos da doutrina. Em alguma momento da história, a igreja moderna achou que tinha o direito de fazer livre interpretação das Escrituras. Além de ser esse ato de um narcisismo maligno, é uma erro histórico, uma detrupação do que lutero ensinou, haja visto que ele era militante em defesa do livre exame, que tinha como alvo a bíblia em lingua vernacula para que os crentes podessem ler e se livrar do peso das heresias papistas e não que qualquer um levantasse um papado para si.

Em segundo lugar, esquecemos da praxis. Enquanto os históricos continuam defendendo a boa ortodoxia, os modernos defendem a ortopraxia. O problema é que os dois grupos adoeceram. O primeiro criou um ortopraxia sintetica. Uma forma de conduta onde eles vivem um cristianismo insipto, incolor e inodoro. O segubdo grupo criou uma teologia sem base. Tentou construir uma casa na areia. E mesmo sabendo que o mestre usou esse exemplo como ilustração, continuou forçando a barra. A complicação se faz aqui. Os primeiros são tão pobres quanto os ultimos, e ainda pior, são pobres por que lembram da doutrina de Atos 2, mas esquecem do partir do pão de Lucas 24. 30,31. Uma coisa não existe sem a outra, mas  ortodoxia morta é coisa do adversário.

Em terceiro lugar, esquecemos do serviço. Muitas vezes a toalha enrolada na cintura é só uma parte da liturgia, e as vezes nem isso é.
Essa semana escutei da boca de uma irmã que foi barrada de entrar no templo sede de sua Igreja, por que é negra, pobre e mora na favela. Isso é o oposto do ensinamento do mestre. Quando vieram saber de Jesus por ordem do Batista, o mestre enfatizou os pobres como alvo da pregação. Além disso, nossos cultos que outrora eram mais fervorosos e ludicos, se tornaram um show. Culto feito para atrair pecadores e não para confronta-los. Igrejas que em nome do "atrair as multidões" perderam sua identidade doutrinaria e liturgica. Só uma frase em tom de desabafo: as pessoas não são justificativa abrir mão da doutrina.

Em quarto lugar, a Escritura. Ta preparado para ler o que vem agora?
Então lá vai. Quem foi o discipulo de Judas Iscariotes, filho da perdição, servo do decaido que disse pra um meia duzia de blasfemos que a graça anulou a lei? Que conversa é essa? Será que esse homens nunca pararam para pensar que o fim da lei, nos dois sentidos é Cristo? E que o fato dele ter cumprido a lei deixa claro que a lei não foi estabelecida por Deus para ser anulada pela Cruz? E isso é assim, o pior não é existir quem ensine e quem aprenda essas coisas. Mas é quem deixe a fé verdadeira para seguir esses hereges.

Tem mais. Por que paramos de gastar tempo com as Escrituras? Por que aceitamos esse fest food no pulpito? Quando Paulo chamou Timóteo na segunda carta, II Tm 4.2, que ele pregasse a palavra. Não foi pedido a ele que estudasse as Escrituras e dissesse o que ele achava, mas o que a Escritura achava. Esse é o imperativo. Pregue a palavra. Essa é uma boa hora de traduzir esquecer por abandonar.

Em quinto lugar, esquecemos o corpo e o sangue. Eu tenho 28 anos de idade. Não obstante, me atrevo a dizer que sou de uma época onde os pastores reservavam seu melhor terno para o dia da Santa Ceia. Hoje.....até pode ser Ceia, mas tem lugar que deixou de ser Santa faz tempo. Não tem boa música, a pregação que deveria ser sobre a obra de Cristo se tornou algo que não tem mais. Sei de Igrejas onde o Pastor ministra a Ceia de boné e regata. Lembrei-me do saudoso Dom Robinson Cavalcanti que certa feite me fez lembrar que a mesa nem era Batista nem era Anglicana, era do Senhor....

Em sexto lugar, por que se eu não terminar vai virar um livro, esquecemos da Cruz. Esquecemos da Cruz.

Sem palavras e com tristeza no coração,
Samuel Alves
O Pregador

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para que serve a doutrina?

Certa feita foi indagado por uma rapaz membro de uma Igreja histórica confessional. Ele me fez uma pergunta pertubadora: pra que serve a doutrina? Ela não utilidade para mim. Entendo seu choque! Mas vou expor os argumentos do rapaz e você verá que ele estava apenas sendo fruto de um contexto.

Primeiro argumento: eu amo Jesus e sei que ele me salvou. Mas qual a finalidade que tem eu ter que ouvir isso toda pascoa?

Segundo argumento: eu sei que a salvação pertense a Deus, mas por que eu tenho que sair sem resposta para meu sofrimento, só por que Deus é um cara monotemático?

Terceiro argumento: Deus ama minha família, mas onde está o problema de haver um culto onde o sermão fosse ministrado para a família e sua manutenção a luz da Escritura?

Quarto argumento: Por que eu tenho que ouvir um sermão sem lagrima e sem paixão só por que meu pastor tem tendência calvinista?

Por que? Por que?  Por que?

Se você já leu tanto quanto eu, e olha que foi bastante, sobre pregação e teologia pastoral, deve ter percebido que o problema não estar no jovem rapaz. Não tinha nada de errado com ele. Se você ja leu Eu creio na pregação, de John Stott, você percebu que este pastor precisa aprender a fazer pontes das verdades antigas para o ouvinte moderno. Se já leu pregação expositiva, de Hernandes Dias Lopes, percebe que esse pregador não sabe fazer aplicação das verdades que prega.

Em algums pontos, me premita corrigir os erros desse irmão baseado no tanto que já li sobre o assunto, e o que eu vivo em nossa Igreja.

Primeiro,  as doutrinas biblicas, todas elas, tem aplicação pratica para nossa vida.
A finalidade da doutrina é justamente fornecer base e orientação para a nossa conduta. Quando nossa conduta não vai bem, é por que nós ou não estamos aprendendo a doutrina ou não estamos praticando o que aprendemos.

Segundo, se o rebanho não sabe aplicar a doutrina a vida, isso já é culpa do pastor.
Vamos partir de duas primicias. Primeiro, precisamos entender que o carro chefe do pastorio é o pulpito. Ou seja, pastor que não gosta de pregar se perdeu no meio do caminho. Segundo, é função do pastor aplicar as verdades biblicas para os crentes. Não sou católico! Eu creio no sacerdocio universal de todos os crentes. Mas Cristo deu uns para pastores. Ef. 4.11. E é função deles aplicar as doutrinas na vida pratica dos crentes.

Muitos pastores historicos, principalmente os que tem postura reformada, como eu, ou tendência para o pensamento calvinista, estão desenvolvendo dureza e infelxibilidade. Tem muita luz na cabeça, mas falta amor no coração. Lembro de uma certa feita onde eu e uma pastor Presbiteriano, amigo de longas datas, tivemos que dar um prensa em um seminarista de linha reforma, por que o muleque, perdeoem a o termo, chegou a afirma a uma irmã de segmento pentecostal que o fato dela crer na contemporaneidade dos dons era uma afronta a Deus, e que num culto onde a manifestação carismática é atuação satanica.

Meus amados, aos que me conhecem, sabem que minha intenção não era boa. Mas o eleito que estava comigo, conseguiu me acalmar. Por sorte, conseguimos fazer esse irmão calar a boca. Mas infelizmente ele continuou a fazer fogo de monturo na Igreja e depois caiu da graça.

Terceiro, está sobrando mestres e faltando pastores. 
Nossos seminatristas são otimos no ensino, pensam eles, mas execráveis no trato com as ovelhas. Esquecem que muitas vezes nós pastores temos que chorar com um irmão pecador que traiu a esposa, mas não quer perder a família. Ou chorar junto com um casal que acaba de perder o seu primeiro filhinho....

Quarto, em minha face mais xiita, acredito que esses não tiveram sua vocação manifesta e outros tais nem vovacionados são. Apenas falam bem e sabem articular respostas.

Crendo que não encerrei o assunto, mas que já falei bastante, fiquemos por aqui. Que o altissimo continue a dar patores a Igreja segundo o seu coração, por que tem um monte de pistolão colocando engodo. Nossa esperança é que Cristo vai por o joio no fogo.

No Nazareno,
Samuel Alves
O Pregador.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nos ombros de um gigante

Conversando um dia com um velho professeor, ele me disse a seguinte frase: você tem até o direito de não ser calvinista, mas nunca poderá entender a reforma sem estudar Calvino, e dificilmente terá um entendimento profundo, teoricamente falando, da glória de Deus, se decidir não ler os seus escritos.

Depois que eu entendi que por teoricamente ele se referia a embasamento, ou exposição do assunto, acabei subscrevendo essa afirmação. Isso pode gerar na sua cabeça a seguinte indagação: um Batista que defende Calvino? Sim! Primeiro que defender, melhor estudar Calvino, não quer dizer que alguém seja calvinista. Segundo, ainda que um Batista de berço, como é meu caso, seja calvinista, ele está apenas retornando ao seu "estado original".

Mas seu eu sou calvinista ou não, vou deixar por conta de suas expeculações. No entanto, quero fazer algumas considerações em defesa do reformador genebrino.

Primeiro, Calvino era um homem de fisíco limitado, mas de uma mente ilimitada. Foi ele que, em Genebra, conseguiu muitas vitórias nos campos social, religioso e juridico. Sua mente foi colocada, por ele mesmo, a disposição da glória de Deus, de modo que em todas as areas onde ele foi chamado para trabalhar, ele foi uma benção para as pessoas e um arauto da glória de Deus.

Segundo, foi a mente desse homem que enriqueceu a igreja ocidental do sec. XVI. Não só as Institutas, mas todos os seus textos, suas cartas, comentarios bíblicos e todo o que ele produziu para a Igreja e em prol da telogia foi uma contribuição espetacular para a Igreja.

Terceiro, as Institutas, sua magna opus, foi produzida para glorificação do reino e não de seu nome. É de conhecimento de poucos que quando Calvino escreveu as Institutas, sua intenção era o fortalecimento dos seus conterraneos que tinha se covertido a fé reformada, mas não tinha o devido conhecimento sobre a fé biblica. E também ajudar esses santos fortalecendo sua fé por meio desta obra.

Quarto, foi o grande teologo da reforma, mas como os outros não queria um cisma e sim uma reforma. Escrevendo para algum de seus correspondentes, ele afirmou que se preciso nadaria sete mares para unificar a igreja. Deixando claro, pelo menos para esse leitor da história, que o seu alvo era mesmo fazer a vontade de Deus e viver para a sua poderosa glória.

Quinto, Calvino foi o advogado de nossa herança. Sem sombra de duvida, os nossos pais avivalistas, pregadores da palavra de Deus, aprenderam com Calvino. Ele quem foi o grande exegeta da Igreja ocidental. Acredito que sem a contribuição de Calvino a igreja teria perdido muito, assim como creio que ela perde quando decide não respeitar a herança que nos foi deixada por esse santo servo de Deus.

Isto posto, algumas coisa retiramos de lição da vida de Calvino e de seu ministério para a busca de uma teologia pastoral realmente biblica.

» Precisamos viver, estudar, pregar e trabalhar para a glória de Deus.
» Devemos buscar a glória de Deus como alvo de nossa vida. A ponto de nossa teologia ser um desdobramento de nossa vida.
» Temos que dedicar tempo e trabalho para o estudo das Ecrituras.
» Cristo e os Apóstolos devem ser nossos guias na tarefa de purificar e reformar a Igreja.
» Precisamos cuidar da cidade por meio do pulpito, e das pessoas por meio do amor cristão. Isso é, ver o evangelho integral de Cristo.

Que o altissímo nos ajude na tarefa de reformarmos a Igreja brasileira em sua forma e essência, para que o reino de Deus seja engrandecido atraves de um igreja biblica e pura, que tenha luz na mente, mas também fogo no coração. Uma igreja que tenha uma vida pura, um clero pura e uma teologia pura para a glória de Deus.

No Nazareno,
Samuel Alves,
O Pregador.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Por que e mais algumas coisas

Vamos começar devagarzinho, mas com força. Sou Batista de nascimento, educação, batismo, formação e convicção. No entanto uso gola clerical, peitoral, sendo uma cruz latina ou celta, e sempre que o momento deixa, toga genebrina também. Quando fui certa vez criticado por isso, decidir refletir se meu desejo consciente não era uma resquício de catolicismo romano no meu coração.

Foi quando percebi duas coisas:
Primeiro, NUNCA FOI CATÓLICO ROMANO.
Segundo, a minha geração é extremamente simbolista.

Depois de me lembrar desses detalhes continuei minha reflexão, orientação que recebi de um velhinho que apesar de não ser sacerdote me deu um conselho que aplico ao exercício de minha chamada ao sagrado ministério. "quando sua reflexão chegar a um lugar, reflita mais. Você pode estar errado". Partindo dessa orientação, cheguei a outra conclusão e essa teve respaldo histórico.

O Evangelicalismo americano que evangelizou o Brasil, e louvado seja Deus por isso, tirou de nós aquilo que já tínhamos pouco. Deixe-me lembrar que quando os protestantes chegaram no Brasil e conseguiram seu espaço receberam muitas ordens e uma delas era referente a aparência dos templos que não poderiam ter sino e nem aparência de templo. Em um momento, não se sabe ao certo onde, a falta de simbolos plenamente cristãos, de respeito a liturgia se tornou uma marca do evangelicalismo brasileiro, de modo que um pastor pode usar um terno carissimo, mas não uma alva ou toga. Tornando portanto essa circunstancia uma marca distintiva do evangelho, qiando na verdade não era isso.

Não quero convecer ninguem a começar a usar, mas acredito que essa falta de endentidade historica tem atrapalhado muitas areas da igreja. Isto posto, quero listar alguns pontos que acredito serem a razão disso.

Primeiro, falta de conhecimento da História da Igreja.
Lembro de amigo de seminário, que fez sua monografia de conclusão de curso sobre os Batostas e a fé reformada. Quando ele aplicou sua pesquisa para saber se entre os Batistas alguns dos pastores concordava com os cinco pontos do calvinismo, teve pastor que nem sabia o que era isso. Tudo bem não ser calvinista, mas daí não saber desse tipo de coisa é demais. Quando falei sobre estudar a História da reforma teve um pastor que disse a mim que não tinha muito a ser estudado sobre isso.....

Segundo, falta de conhecimento sobre a história da igreja. Como um pastor sobe no pulpito de uma Igreja Batista, sem saber pelo menos quem foi Charles Spurgeon? Como um pastor sobe em um pulpito Congregacional sem saber quem foi Jonathan Edwards? Isso só para ilustrar. Homens que não conhecem o por que de seus comportamentos, e acabam transformando em doutrina o que é comportamento e não ensinamento.

Terceiro, falta de visão missionária. O deus deles é o proprio ventre. Eles acham que a construção de um templo é mais importante do que a mamtençãos dos obreiros no campo missionário. Investem tudo neles proprios e quando a obra pede eles ignoram. Servem a Mamom!

Quarto, falta de conhecimento da sã doutrina. Eu sei que minha geração é analfabeta das Escrituras, mas elas são por que seus pastores são. Sei que ainda existem homens que,  mesmo sem dominio de linguas bíblicas, eu sou um deles, gastam seu dinheiro em bons comentários e leem o dobro para compensar sua deficiência. Mas a maioria são homens pseudo intelectuais pregadores de sermão de internet. Não gastam tempo para fazer um bom sermão. Não se reciclam, não se tratam. Bem vestidos no corpo, mas despreparados no coração e na mente.

Quinto, falta vocação miniterial. Eu tenho 28 anos de idade. Prego desde os 16, e toda vez que eu revelo que quero ser pastor de tempo integral, das coisas mais educadas que escuto é : "tens coragem". Somos um grupo desacreditado! Por que? Tem não vocacionado colocando "morte na panela". Sermões bonitos de ouvir, mas sofríveis. Como diz o Rev. Hernandes Dias Lopes, alimentando o rebanho com sopa rala. Oram pouco! Gritam demais! Ensinam pouco! Enganam demais! Servem pouco, mas cobram muito. Filhos da serpente! Distorcem a verdade levando homens a pecar.

Tem solução? Tem!
Qual? Um poderoso avivamento.
Como?
Primeiro, nós oramos.! Avivamento não se começa nem se constroe, se pede. Avivamento vem de cima, Deus é quem executa na terra. Não é fabricado aqui. Tem origem divina. Se pedirmos ele manda. No mesmo, Brasil só um avivamento para da jeito.
Segundo, nós agimos. Quer ver um avivamento começar, coloque um homem em chamas no pupilto, e as pessoas virão ver o fenomêno, e o Espírito santo vai fazer o resto.

Em Cristo,
Samuel Alves
O Pregador

PS.: desculpem algum erro, estou usando aparelho móvel.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Respondeu, porém, Micaías:...

" Respondeu, porém Micaías: Tão certo quanto vive o Senhor, o que meu Deus me disser isso falarei."
Esses dias, duas coisas vieram a minha mente enquanto colocava alguns compromissos de Pregações e palestras em minha agenda. Quando percebi duas coisa: minha leitura anual vai terminar com deficit e faz pelo menos um mês e meio que eu não post nada.

De lá pra cá muita gente nasceu, muitos morreram, inauguraram o templo de salomão, que na verdade é igual ao de Herodes mas é da IURD. Em fim, muita água passou de baixo da ponte. Mas os problemas continuam os mesmos e só aumentam exponencialmente. Pensando no que abordaria lembrei do velho desafio da atividade da Poimênica, ou da atividade Pastoral. 

Para isso quero expor aquilo que é fruto de minhas meditações. Esses dias, meditando no segundo livro da Crônicas, me deparei com a morte de Acabe depois de uma tentativa de aliança com Josafá, que trouxe para este castigo da parte de Deus. Mas quero falar de um homem, que a primeira analise é um homem comum, mas faz aquilo que está em falta nos nossos dias, na vida daqueles que não poderia estar.

No v. 4, Josafá chama Acabe a Ouvir a palavra do Senhor. Os profetas, 400 homens, v. 5 dão uma palavra favorável a investida militar que Acabe havia planejado. Por algum motivo, que não fica claro no texto, Josafá pergunta se não há ali um profeta de Deus para ser consultado v 6. Acabe fala que esse homem nunca dá um parecer positivo a ele. Exortado por Josafá, ele manda chamar Micaías v 7. Acabe recebe uma palavra falsa por parte de Zedequias v 10. Nos vs 12 e 13, O mensageiro o incita a fazer o que os demais estão fazendo. Diz ele: a uma voz...predizem o exito. Fala o que é bom.

Aqui começa nossa reflexão.
Quero destacar três coisas sobre Micaías que extrair e apliquei a minha vida:

1- Ele tinha Intimidade com Deus. v 13 ...o que o meu Deus...

Micaías não estava comprometido com as loucuras do rei, não por que era um esquerdista revolucionário que se converteu ao cristianismo e quer revolucionar fazendo diferente. Não! Ele não ia falar o que o rei queria ouvir por que a turba estava fazendo isso. Ele ia falar por que o Senhor era o seu Deus. Quando Moisés proferiu o Shemá Israel, esse era o pensamento que o Espírito tinha soprado em seu coração, o Senhor vosso Deus é o único Senhor. Micaías vivia isso. Ele não disse a acabe algo favorável por que ele sabia que não era isso que o seu Deus estava dizendo, apesar de todos estarem dizendo isso. Micaías tinha um Deus. 

2- Ele tinha Dependência de Deus. v 13 ...o que o meu Deus disser, isso falarei.
Micaías não falou o que o rei queria por que era bom teólogo e não queria dar um tustão de seu conhecimento. Ele não falou o que o rei queria que ele falasse por que ele dependia do Rei. Ele precisava de Deus para poder falar o que Deus queria que ele falasse. Ele não falava baseado em sua autoridade, mas na autoridade de Deus. Ele era um profeta e como tal só falava o que Deus o autorizava a falar. D. Martin Lloyd-Jones escrevendo a introdução de seu comentário do sermão do monte, ele diz que só pode entregar uma mensagem de Deus, quem tem uma mensagem de Deus. Ele dependia de Deus.

3- Ele tinha Fidelidade à Deus. v 13 ... tão certo quanto vive o Senhor, o que o meu Deus disser, isso falarei.
A fala de Micaías deixa claro ao mais simples dos leitores que ele estava disposto a falar a palavra de Deus esta sendo agradável ao rei ou não. Foi a fidelidade que o livrou de dizer o que todo mundo estava dizendo, já que ele mesmo viu que aquele ato era a operação de um espírito mentiroso v 21. Foi fidelidade a Deus que fez com que ele tivesse compromisso de só falar a palavra de Deus. Os homens que estavam dizendo a Acabe que ele teria vitória a palavra, mas não era a palavra de Deus. Ele foi fiel a Deus e a sua palavra.

Escrevi este artigo ouvindo vários sermões pregado por dois tipos de homens. Os que pregam sobre a palavra de Deus, e os que pregam a palavra de Deus. Ao mesmo tempo, enquanto ouvia os que pregam sobre a palavra, em vez de pregarem a palavra, fiquei pensando em alguns amigos preadores da palavra de Deus, que nunca vão ter um programa de televisão, mesmo merecendo ser ouvido por todos devido ao seu fervor e fidelidade ao texto sagrado. Que talvez nunca escrevam um livro ou sejam professores das melhores universidades. Mas sei que são homens mais honrados que eu, e do que muitos dos que estão na midia como caciques de uma religião, transformando o cristianismo em seita.

Pensei neles, não por que sejam infieis mas no desejo de que Deus os conserve, ou melhor, nos conserve fieis ao proposito de glorificar seu santo nome através da exposição da santa e poderosa palavra de Deus.

Em Cristo: 
Samuel Alves 
O Pregador

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ainda sobre a Igreja

Depois de tanto tempo sem postar nada, olha nós aqui de volta,outra vez, de novo novamente, como dizia seu Atonhin, marido de dona Siforoza, povo lá Xicuru. Kkkkkk Mas excuindo a brincadeira, minha preocupação continua a mesma. Dexei de escrever primeiro por que estava lendo, segundo por que estava de mudança. Já estabelecido em minha nova casa estou retornando ao bom habito da escrita.

Mas minha preocupação continua a mesma. A Igreja ainda trilha o caminho da incoerência. Vi agora durante a copa, varios dos pastores que chamam os músicos de "levitas", e dizer que se não for levita não sobe no "altar", colocarem neste mesmo altar um telão para assistir o jogo dentro do santuário. Espero que eles tenham feito isso no dia que o Brasil perdeu de 7 para Alemanha. Mas ainda perceba a incoerência. O santuário é lugar da adoração a Deus. Presume-se que é o lugar somente da adoração e nada mais.

Continuam tendo a visão errada da Igreja e de suas dependencias físicas. Continuamos a viver um paganismo disfarçado de verdadeira fé como se nossa vida cristã fosse uma forma loca de viver onde eu coloco o nome gospel em tudo e a partir disso posso fazer o que eu quizer. A mesma filosofia do sujeito que dizia: só sou crente dentro da Igreja. Teve o nome de gospel eu posso fazer. Loucura!

Minha orientação ainda continua sendo a de que esses lideres e pastores precisam voltar a aprender com a Bíblia o que é a Igreja. Temos no Brasil uma falta absurda de conhecimanto verdadeiramente teológico. Achamos que tudo o que alguém diz em nome de Deus ou da Igreja deve ser conciderado teologia. Mas na verdade, Teologia, a ciência, tem implicita nela um fato que não se pode negar: a verdadeira Teologia se desenvolve a partir e não a parte, das Escrituras.

Eis um assusnto que me tem exigido mais tempo. Eu queria poder ter uma bolsa de estudo para poder me dedicar a estudar somente esse assunto. Nada tem me dado mais alegria do que ver a ação de Deus se manifestando atraves de Igreja de Cristo, quando a mesma entende o que isso significa.

Espero que o bom Deus ainda se manifeste com sua poderosa misericordia sobre a Igreja brasileira. Do contrario....

Em Cristo,
Samuel Alves, O Pregador

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Senhor teu Deus, o único Senhor

Esses dias estou completando a leitura do livro de Êxodo. Como todo bom crente, acredito que seja importante a leitura das Escrituras como uma disciplina espiritual. Não uma leitura litúrgica com dia marcado, mas uma leitura constante.

Como é de costume, o meu amigo sono, que quando vem me ajuda muito, mas quando não vem, sempre chega na hora errada, ocupei meu tempo para me divertir. Decidi então assistir filme, que é coisa que eu faço com muita frequência, pelo menos uma vez a cada bimestre dois ou três filmes. Hoje fui pelos caminhos da mitologia grega e assisti Fúria de Titãs.

Sua pergunta deve ser, o que é que o livro do Êxodo tem haver com a mitologia grega? Segundo os liberais, alguma coisa. Na realidade, nada. No entanto, de onde você acha que surgiu a nossa forma ocidental de ver Deus? Exatamente! Nós temos, de forma empírica, a noção grega de culto e de adoração. Nossa forma de ver a existência de um Deus é bem parecida com o que os gregos viam e pensavam. Desculpem-me os incautos, mas o Deus da Escritura não é um mito.

Jeová não foi criado pelo desejo de querer explicar fatos de origem desconhecida. Note bem, a descoberta de que os trovões são o choque térmico das nuvens, afetaria muito o caráter de Thor. Mas não afeta o caráter de nosso Deus. Para desenrolar o assunto, é de extrema importância ressaltar que o desenvolvimento tecnológico só deixa mais patente à existência de um Deus. Nos nossos dias em que o mundo tem assistido um altíssimo nível de divorcio por causa do Facebook, as famílias que temem a Deus continuam solidas e sendo exemplo de saúde emocional e social.

Voltando a questão da divindade, os deuses gregos, segundo reza a lenda, apareciam quando eram chamados por meio de preces. Entretanto, Jeová foi quem se deu a conhecer. Fala conosco sim, e nos responde quando lhe pedimos auxilio. Todavia foi ele quem começou a relação. Gn. 1,1 deixa claro para nós que a iniciativa foi toda dele, não só em nos fazer, mas em se relacionar conosco.


Não tenho intenção de escrever um post que venha a ser um resumo de Teleologia. Mas acredito que precisamos estudar mais sobre o ser de Deus para que não incorramos no erro de louvar a um Deus, digno de TODO louvor, como se ele fosse apenas um ajudante, um canal e não o fim de todas as coisas, inclusive a razão de nossa existência.

SOLI DEO GLORIA!!!

Samuel Alves
O Pregador

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As Confissões e a Igreja Brasileira

Tenho participado de vários grupos que buscam apoio nas confissões de fé para refazer a conduta da Igreja ou tira-la desse lugar lamacento que ela decidiu andar nos últimos dias. É bem verdade que a Igreja moderna tem feito isso não só por ignorância, mas também por obstinação e apostasia. Mas vamos analisar algumas coisas que necessitam ser esclarecidas.

Em Primeiro lugar, falta de Teologia bíblica não é ausência de confissão, é ausência de Púlpito. É bem possível que uma Igreja que não tenha confissão consiga se manter fiel a sã doutrina. Com isso não estou dizendo que as confissões são coisas descartáveis, mas muitas vezes nós estamos desculpando muita gente desonesta e ignorante que não sabe sistematizar o ensino das Escrituras e não o faz por não querer se despir de seus erros. Erros teológicos não podem ser desculpados por ausência de confissão, pois temos a Escritura.

Em segundo lugar, as confissões não existem para facilitar o Trabalho pastoral ou definir a conduta da Igreja, mas para facilitar as doutrinas e expor as mesmas de maneira mais didática. Sem muita explicação, quem rege a Igreja não são as confissões e sim as Escrituras. No entanto, fazemos uso das confissões na intenção de sintetiza-las , para melhor entendimento dos Santos e dos Catecúmenos. O trabalho pastoral vai ser sempre trabalho árduo, e nada vai mudar isso a não ser abandono dos princípios expostos nas sagradas Escrituras.

Em terceiro lugar, as confissões devem ser aplicadas como uma forma didática de entendermos a Bíblia. O que são as confissões? Em uma frase só, as confissões são uma síntese de Teologia Sistemática. Nós sistematizamos a teologia bíblica e depois a compactamos para ficar como afirmações tópicas ou uma lista de perguntas e respostas.

Em quarto lugar, e no momento finalizando o artigo e não o assunto, a Igreja Brasileira está decaindo em sua teologia e conduta, não por falta de Confissão, mas por falta de caráter. O problema da Igreja Tupiniquim, como diz o amado Pr. Renato vargens, é que ela gosta dos fenômenos gospel da música, gosta dos profetas da prosperidade e até respeita os profetas que o Senhor levanta pregando a verdade, mas depois se rende a espírito do engano.

Não estou dizendo que vou parar de lutar pelo retorno da Igreja Brasileira as Confissões de Fé, mas estou querendo mostrar que o problema é maior do que, talvez, estejamos vendo.

Em Cristo,
Samuel Alves, O Pregador

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Suficiência e a Supremacia de Cristo

Como já expliquei em outros posts que estou me preparando para expor a carta de Paulo aos Colossenses. Para isso fiz minha pesquisa em vários textos e comentários, já que os sermões serão todos expositivos, como bom herdeiro da Reforma não faria diferente. Entre os textos lidos estavam o lançamento do Reverendo Augustus Nicodemus Lopes, que me inspirou a dar nome a este artigo.

Entendendo a profundidade do tema comecei a ouvi sermões que falassem desse tema, me lembrei também do solus christus, que colocou a cristologia de novo no lugar central da fé cristã. Mesmo assim entendi que o assunto ainda poderia render muito mais do que eu estava conseguindo ir. Foi por este motivo que me lembrei de texto de Paulo ao Coríntios, em sua primeira carta no capitulo 3.11 que diz: Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. Partindo desse santo principio quero pontuar algumas coisas:

1 Se o problema do Brasil, e eu tenho plena certeza disso é na Dogmática, então nossa Cristologia também está com problemas.
Não precisamos ser profetas para entender que um grupo de pessoas que só querem uma parte do poder de Jesus não entendem nada de quem ele seja. Se não entendemos nada de quem ele seja nossa pneumatologia está errada e nossa missão tende a ser uma atividade comercial que leva apenas os nomes de homens e muitas vezes se torna algo espúrio.

2 Se nossa Cristologia está errada, nos fazemos missão em nome de quem?
Quando Jesus enviou os 70, ele os deu uma credencial. Em meu nome. Mas o que significa o nome Cristo para nós? Como podemos utilizar uma autoridade se nem conhecemos a pessoa que nos delegou tal autoridade? O resultado de tal insulto é uma ênfase no crescimento da Igreja que não promove mudança nenhuma na comunidade a não ser na infraestrutura do local onde o templo se localiza.

3 Nosso problema não é com a Supremacia de Cristo. E sim com a Suficiência de Cristo.
Se você andar por sua cidade vai perceber que são exatamente nas Igrejas onde a expressão Jesus Cristo é o Senhor aparece, onde mais se busca outra coisa além de Cristo para satisfazer a fé dos homens. Na macha para Jesus, que não opinião deste singelo “escritor” é o maior embuste da fé evangélica brasileira, o que mais se diz é Jesus Cristo é o Senhor. Mas isso os falsos mestres judaizantes de Gálatas já diziam. Isso os falsos mestres esotéricos de Colossos diziam. Mas em suas praticas Cristo não era suficiente.

4 Se não há suficiência de Cristo, não pode haver Igreja.

Veja Mateus 16:18

18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

O verbo edificar está no futuro por que é a partir da Cruz é que surgi Igreja. Não existe Igreja sem Cristo. Não existe vida sem Cristo. Aliás, o céu só é céu por causa de Cristo. Então:

5 Além de Suficiente, Cristo é Absoluto.
Como fica claro no texto de Paulo, não podemos aceitar outro fundamento, por que Cristo é o fundamento que já está posto. Tudo é por causa dela. No sermão do monte, no capitulo 7 de Mateus, a coisa mais importante é o fundamento. Não é a beleza da casa nem sua luxuosidade, mas seu fundamento. A beleza e o luxo não suportam a tempestade, nem o vento ou a chuva.

Concluo dizendo o que o temos esquecido. Jesus é o único fundamento. Como minhas palavras são poucas, me abrigarei na história. A Declaração de Cambridge diz:

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra meritória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para a nossa justificação e reconciliação com o pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e em sua obra não estiver sendo invocada.

Somente Cristo

Avivamento Já! Começando em mim!!!


Samuel Alves, O Pregador.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Eu sou Herdeiro

Os meus amigos mais íntimos sabem que sou um quarteteiro irrecuperável. Como tal sou fã de carteirinha dos Arautos do Rei, o quarteto oficial da Igreja Adventista do Brasil. Antes que algum dos meus leitores queira me lembrar da questão do fato e da maioria dos estudiosos afirmarem que eles são uma seita, quero lembra-los que Thalles Roberto sozinho em alguns anos de fama já cantou mais heresias do que eles em 50 anos de carreira, e 26 formações.

Mudando de assunto, ou continuando o mesmo, recordei do que de fato nos gabarita a sermos pregadores. Não somos apóstolos, nem reclamamos para nós uma autoridade que não temos. No entanto, somos herdeiros de tudo o que foi deixado para nós pelos pais da Igreja, pelos reformadores e pelos pioneiros, por meio de quem Deus nos fez saber da poderosa mensagem.

Quero, entretanto, acrescentar que nós temos autoridade apostólica sim. No entanto essa autoridade não nos gabarita a sermos chamados de apóstolos ou afirmar coisas que não estão nas Escrituras para defendermos os nossos pontos de vista. Quero ser ainda mais polêmico. Eu não tenho nenhum rancor contra esses tais que “apostolicamente” se intitulam. Pelo contrario, eu os amo. Mas meu amor por eles me faz orar para que eles abram os olhos e saiam desse engano terrível que é lançado em nossos corações neste tempo mal.

Meditando na carta de Paulo aos Colossenses, nós vamos encontrar um irmão precioso em Cristo chamado Epafras, a quem Paulo chama de Fiel ministro de Cristo, depois de dizer aos irmãos de quem vós aprendeste. Quando a heresia começou a tirar Cristo do seu lugar de direito, ele correu atrás de Paulo e avisou que havia problemas e esperou do apóstolo uma resposta para dar resolução ao problema que tinha sido instaurado pelos falsos mestres. Aliás, esse servos de Satã estou atacando a Igreja desde a época de Paulo e hoje não é diferente...

Referindo-me mais uma vez aos AR, esses dias assistindo um DVD do grupo, vi e ouvi quando o Baixo da atual formação disse, em outras palavras: o que nos colhemos foi plantado por outros. Esse é pensamento que está faltando na liderança da Igreja Brasileira e nos púlpitos em geral. Vemos um numero absurdo de Pastores que pregam baseados na sua própria autoridade, ou pior na autoridade de homens a quem Deus não deu autoridade. Pessoas que esqueceram que nós somos os despenseiros. Mordomos e não senhores. Não governamos, administramos.

Deus nos ajude! Que o nosso espírito esteja como a alma aquietada de uma criança que acabou de mamar. Sl 131. 2.

Avivamento Já!!!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Li Pouco

Meus amados, como vocês verão no ano que passou e li pouco. Mas vou colocar a lista de 
minhas leituras para vocês. Feliz ano novo! Feliz novas leituras!

* Teologia da Igreja - Dewey M. Mulholland
* O perfil do pregador - John Stott
* Reforma Agora - Renato Vargens
* Reforma, ontem, hoje e amanhã - Carl Trueman
* Pregação Expositiva - Hernandes Dias Lopes
* Piedade e Paixão - Hernandes Dias Lopes
* Morte na Panela - Hernandes Dias Lopes
* A Igreja Apostólica-Que significa isso - Thomas Witherow
* O que é uma Igreja saudável - Mark Dever
* Uma Igreja com propósitos - Rick Warren
* Para onde caminha a Igreja - Hernandes Dias Lopes
* Gênesis 1 e 2 - Adauto Lourenço
* O Evangelho Maltrapilho - Brennan Mannig
* Entenda a Fé Cristã - Wayne Grudem
* A Bíblia e sua Família - Augustus Nicodemos
* O Simbolo Perdido - Dan Brown
* Família de alta performance - Içami Tiba
* O culto segundo Deus - Augustus Nicodemus
* Para onde vai a Igreja - Eddie Gibbs

É eclético por que gosto de ler assim.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Doutrina a moda da casa

Esses dias, como já disse a vocês, tenho meditado sobre a carta de Paulo aos Colossenses. Uma das cartas da prisão. Tenho ficado encantado com a riqueza do texto, e pretendo expor alguma coisa do que estudei aqui. No entanto, uma coisa me chamou a atenção. A heresia de colossos é uma heresia dogmática. O Problema em colossos não é liturgia é doutrina.

Lembrei-me de escrever esse post hoje, lembrando-me dos poucos minutos onde estive conversando com o querido Rev. Aurivan Marinho, que é o mui-digno presidente nacional da amada Aliança Congregacional do Brasil, que também me lembrou de outro importantíssimo detalhe. Disse ele: o problema da Igreja Brasileira é uma crise na Dogmática. Concordei com ele de imediato. Ele está certo. Mas hoje, ainda refletindo o que o amado pastor disse, percebi que o problema é mais serio do que minha cabeça de estudante consegue imaginar.
Parte da fala do Rev. Aurivan, deixou claro isso. Toda vez que a Igreja se afasta da Dogmática ela só tem uma coisa como resultado: apostasia. Comecei a refletir e me lembrar do tanto de Denominações nesse país que acabam por não ter uma solida base em sua dogmática e começam a sucumbir a todo tipo de “histórias de velhas caducas” e por aí a fora. Estamos vendo o desmoronamento de denominações outrora ortodoxas, hoje se alimentando da lamacenta teologia liberal, se é que esse vomito de satanás pode ser chamado de teologia.

Estamos vendo Pastores outrora defensores de moral, dos bons costumes da teologia pastoral e se declinarem sobre o trigo podre da teologia da prosperidade, se é que esse culto ao homem pode ser chamado de teologia. Analise a Reforma. Além de voltar as Escrituras, os reformadores reformularam a Dogmática. Só assim a Igreja pode produzir confissões e catecismos e outros matérias que hoje se encontram nas prateleiras de muitas bibliotecas, porém cobertas com a poeira do esquecimento. Quando abandonamos a dogmática, abandonas a teologia que é bíblica. As doutrinas não são lucubrações de nossas cabeças. Não! Pelo contrario, são as raízes de nossa fé reveladas à nós por um Deus Soberana.

Para onde vamos? Onde isso vai parar. Deixe-me dar um exemplo para concluir. Esses dias colocaram um vídeo na Internet, onde um desses pastores que prega em Comburiu, derramar dois litros de óleo em si próprio na intenção de ter unção para dar ao povo. Amo meus irmãos Pentecostais, mas não acredito que isso seja um bom entendimento da doutrina do Espírito Santo. Falta Dogmática. Que Deus nos ajude a lembrar que uma Igreja cheia do Espírito Santo tem que ser também uma Igreja que “persevera na doutrina”.
Sola Scriptura!!!